GUILHERME TAGIAROLI
UOL/FOLHAPRESS
O Brasil possui dez supercomputadores entre os 500 mais rápidos do mundo. O mais potente deles é o Harpia, da Petrobras, que está na 36ª posição – o maior da América Latina.
Este supercomputador foi listado em um ranking divulgado em dezembro. Com a 36ª colocação, o Harpia tem uma capacidade de 146 petaflops, onde cada petaflop representa um quatrilhão de operações por segundo.
Um supercomputador é uma máquina que resolve problemas muito difíceis. Para a Petrobras, esse equipamento é essencial para encontrar petróleo e planejar sua produção de forma mais eficiente, explica Luiz Rocha Monnerat, consultor master em tecnologia da informação da Petrobras.
Na prática, o Harpia tem o poder de processamento equivalente a 10 milhões de celulares ou 200 mil notebooks. “Usamos essa comparação para ajudar a entender o tamanho da capacidade, baseada no número médio de cálculos que esses dispositivos realizam”, comenta Luiz.
O equipamento funciona fazendo uma espécie de “ultrassom” em grandes áreas para identificar regiões que possam conter petróleo. Ele gera imagens sísmicas que cobrem vários quilômetros quadrados.
O Harpia começou a funcionar em outubro e logo apareceu na lista dos 500 maiores do mundo em novembro. Custou R$ 435 milhões, pesa 50 toneladas e, se todas as suas partes forem colocadas em linha reta, mede 50 metros de comprimento.
A maioria dos supercomputadores está nos Estados Unidos, China, Japão e Europa. Segundo Luiz, esses equipamentos são essenciais para expandir conhecimentos e fronteiras cientificas. No Brasil, o uso é frequente na busca e produção de petróleo, além de áreas como aviação, farmacêutica e pesquisa acadêmica.
Além do Harpia, o Brasil tem mais nove supercomputadores na lista dos mais potentes. Sete deles pertencem à Petrobras (posições 36, 97, 184, 222, 295, 333 e 341), um ao governo (posição 122) e dois a empresas privadas: SiDi (posição 382) e Software Company MBZ (posição 354).
O supercomputador Santos Dumont, na posição 122, está no Laboratório Nacional de Computação Científica, em Petrópolis, Rio de Janeiro, e é acessível à comunidade científica. Ele ajudou a desenvolver vacinas contra a covid-19 e estudos genômicos. Pesquisadores usam o equipamento para simular problemas e analisar grandes volumes de dados.
