A Suíça decretou nesta sexta-feira (2/1) cinco dias de luto oficial em todo o país após um incêndio em um bar na estação de esqui Crans-Montana durante as celebrações do Ano Novo.
O fogo causou a morte de cerca de 40 pessoas e deixou ao menos 115 feridos, muitos em estado grave.
O presidente suíço, Guy Parmelin, qualificou o ocorrido como um dos eventos mais traumáticos da história nacional, lamentando as muitas vidas jovens interrompidas pela tragédia.
A tragédia aconteceu por volta das 1h30, durante a comemoração da chegada de 2026 no bar Le Constellation. As autoridades já descartam ato criminoso e tratam o caso como acidente, enquanto a investigação sobre a causa continua.
O governo do cantão de Valais informou que houve um flashover no local, que provocou uma ou mais explosões subsequentes, explicando que as explosões foram consequência e não a causa inicial do fogo.
Equipes de emergência trabalharam intensamente com o apoio de ambulâncias, helicópteros e paramédicos, além de auxílio internacional. O local foi isolado para os trabalhos de resgate.
O bar tem capacidade para cerca de 300 pessoas, mas o número exato de presentes no momento do fogo ainda é desconhecido.
Na noite anterior, centenas de pessoas prestaram homenagens silenciosas às vítimas, depositando flores e acendendo velas próximo ao local do incêndio.
Crans-Montana é um destino turístico de luxo, muito frequentado por celebridades e turistas, especialmente italianos e franceses, o que aumenta a possibilidade de estrangeiros entre as vítimas.
Gian Lorenzo Cornado, embaixador da Itália na Suíça, informou que 13 italianos estão entre os feridos e seis estão desaparecidos. As autoridades francesas também confirmaram desaparecidos e feridos entre seus cidadãos.
A estação de esqui, localizada a cerca de 1.500 metros de altitude, é conhecida por sediar eventos esportivos internacionais, incluindo provas da Copa do Mundo de Esqui.
Os hospitais locais atingiram sua capacidade máxima, com pacientes sendo transferidos para outras unidades dentro e fora do país. O processo de identificação das vítimas está em andamento e pode levar dias ou semanas, causando angústia para familiares.
Duas testemunhas relataram que uma vela acesa perto de uma garrafa teria iniciado o fogo, que rapidamente se alastrou e provocou o desabamento do teto. As autoridades ainda não confirmaram essa versão.
Por conta da seca na região, fogos de artifício previstos para o réveillon foram cancelados para evitar riscos adicionais.
Essa tragédia marcou uma ocasião incomum na história da Suíça, deixando o país em um período de luto e reflexão.

