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sábado, 21/03/2026




STJ mantém prisão de tenente-coronel suspeito de matar esposa policial em São Paulo

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Em Brasília

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou na sexta-feira, 20, o pedido de soltura do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, investigado pela morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, 32, ocorrida em fevereiro deste ano. Ele permanece preso desde quarta-feira, 18, após a Justiça decretar sua prisão preventiva sob suspeita de feminicídio. Rosa Neto nega ter cometido o crime.

A defesa solicitou a libertação no dia da prisão do tenente-coronel em São José dos Campos, interior de São Paulo. Rosa Neto foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital, com a prisão autorizada pela Justiça Militar paulista.

No pedido apresentado no STJ, a defesa argumenta que o caso não deveria ser julgado pela Justiça Militar e pediu a soltura imediata do acusado.

O ministro relator Reynaldo Soares da Fonseca disse que o recurso da defesa não é o meio correto para contestar a prisão decretada pela Justiça comum paulista.

Segundo o relator, a reclamação ao STJ é aceita apenas quando a decisão questionada invade a competência da corte ou desrespeita precedentes já definidos pelo próprio tribunal. Como ainda não houve julgamento do mérito no STJ, não há razões para aceitar a reclamação, mantendo Rosa Neto preso.

Tenente é acusado de alterar cena do crime

A policial Gisele Alves Santana foi encontrada morta no apartamento do casal no bairro Brás, São Paulo, em 18 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas as investigações mudaram o foco para feminicídio em 10 de março.

Os investigadores suspeitam que o tenente-coronel tenha usado uma arma de fogo para matar a esposa. Ele também é acusado de tentar modificar a cena do crime para aparentar um suicídio.

A prisão ocorreu em 18 de março, e durante a audiência de custódia Rosa Neto negou o homicídio, mantendo a versão do suicídio.

Imagens captadas pelas câmeras dos policiais mostram que o tenente-coronel teve uma atitude agressiva e tentou culpar os agentes pela manipulação do local. Ele teria ligado para um desembargador amigo para acompanhar a ocorrência e tentou impedir os agentes de o impedirem de tomar banho, o que poderia apagar provas importantes.

Com essa decisão, o suposto autor do crime segue detido enquanto as investigações continuam.




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