O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu continuar a prisão preventiva do piloto de corrida Pedro Turra. Ele é acusado de agredir e causar a morte de um adolescente de 16 anos, ocorrida em Brasília no início deste ano.
A decisão foi tomada na sexta-feira, dia 13, e divulgada na quarta-feira, dia 18. O pedido de habeas corpus feito pela defesa do piloto foi rejeitado por problemas processuais. O recurso original foi contra uma decisão de um desembargador, que já havia sido confirmada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) na quinta-feira, dia 12. O ministro esclareceu que o recurso deveria contestar a decisão da turma do tribunal, não a individual.
Assim, Pedro Turra permanecerá preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília. Na semana anterior, ele foi formalmente acusado do crime de homicídio doloso.
Pedro Turra foi denunciado pelo Ministério Público por causar a morte do jovem durante uma briga em janeiro. As investigações indicam que ele deu um soco no rosto da vítima, que ficou duas semanas internada na unidade de terapia intensiva (UTI) antes de falecer em 7 de janeiro.
Inicialmente, a Polícia Civil relatou que a agressão ocorreu por causa de um desentendimento envolvendo um chiclete jogado em um amigo do adolescente. Depois, as investigações mostraram que a briga foi planejada com a participação de amigos do piloto.
No STJ, a defesa argumentou que o caso não justificava a prisão preventiva e informou que Pedro Turra sofre ameaças na cadeia, correndo risco à sua segurança.

