O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cancelou nesta terça-feira, 2, o habeas corpus do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, por não cumprir as regras impostas. A defesa do cantor, procurada pelo Estadão, ainda não comentou o caso.
Oruam foi preso em julho do ano passado após se entregar à polícia do Rio de Janeiro, sendo acusado de tentar impedir uma operação policial em sua casa, na zona oeste da capital fluminense.
Em setembro, o ministro Paciornik revogou a prisão preventiva, entendendo que não havia motivos suficientes para mantê-la, e determinou medidas de controle, como usar uma tornozeleira eletrônica.
Descumprimento das regras
Mas o juiz percebeu que Oruam repetidamente desrespeitou as regras e por isso cancelou o habeas corpus.
Segundo o ministro, deixar de usar a tornozeleira corretamente mostra desrespeito à justiça e prova que as medidas menos severas não estavam funcionando.
Oruam é filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Rio por várias acusações, como tentativa de homicídio, lesão corporal, resistência com violência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público. A defesa alega que ele sofre abuso de autoridade e é perseguido por sua música e por ser filho de Marcinho VP.
No dia seguinte à entrega, a prisão de Oruam foi decretada. A polícia apresentou duas denúncias oficiais contra ele, incluindo tentativa de homicídio qualificado.
Estadão Conteúdo.
