O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta segunda-feira (14/7) as audiências das testemunhas indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas nos processos referentes aos núcleos 2, 3 e 4 da suposta conspiração para golpe.
O primeiro interrogatório será com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator do caso, que prestará depoimento ao ministro Alexandre de Moraes a partir das 14h. Além dele, outras testemunhas indicadas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, serão ouvidas.
Pela manhã, serão ouvidas as testemunhas da PGR, incluindo Éder Lindsay Magalhães Balbino, Clebson Ferreira de Paula Vieira e Adiel Pereira Alcântara. As sessões serão realizadas por videoconferência e poderão ser acompanhadas pela imprensa.
As audiências das testemunhas de defesa do núcleo 2 ocorrerão entre 15 e 21 de julho na Primeira Turma do STF, as do núcleo 3 entre 21 e 23 de julho na Segunda Turma, e as do núcleo 4 nos dias 15 e 16 de julho também na Segunda Turma, sempre a partir das 9h.
Algumas testemunhas indicadas pelos réus foram rejeitadas pelo ministro Moraes, como os filhos do ex-presidente Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. Carlos foi indiciado no inquérito da Abin paralela, enquanto Eduardo é investigado por coação, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O núcleo 2 inclui réus como Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, e outros que teriam usado órgãos públicos para atrapalhar o acesso ao voto no segundo turno das eleições de 2022, especialmente na região Nordeste, base eleitoral do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
Já o núcleo 3 é composto por militares aposentados e policiais federais acusados de planejar ações violentas para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, incluindo a elaboração de uma carta golpista aos comandantes das Forças Armadas e até o assassinato de autoridades.
O núcleo 4 é formado por oficiais do Exército e agentes da Polícia Federal acusados de espalhar desinformação contra as urnas eletrônicas e pressionar as Forças Armadas para apoiar o golpe.
As investigações e julgamentos seguem com a participação ativa das defesas e da PGR, que podem acompanhar e questionar testemunhas. Ao todo, 178 testemunhas serão ouvidas nas audiências marcadas para os próximos dias.