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domingo, 31/08/2025

STF ouve 21 testemunhas sobre núcleo acusado de usar recursos públicos para golpe

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No quarto dia de audiências com testemunhas dos acusados dos grupos 2 e 4, em investigações sobre supostas tentativas de golpe de Estado, o Supremo Tribunal Federal (STF) escutará mais 21 pessoas. Todos os depoimentos agendados para esta quinta-feira (17/7) referem-se ao coronel do Exército e ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), Marcelo Câmara.

O militar faz parte do grupo 2, conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), relacionada à tentativa de golpe. Este grupo, formado por mais cinco acusados, é apontado por criar a chamada “minuta do golpe”, monitorar o ministro Alexandre de Moraes e coordenar ações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para impedir o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022.

Além das 21 testemunhas previstas, a defesa de Câmara mantém a intenção de ouvir o delegado da Polícia Federal Fabio Shor. Ele é responsável pela coleta de depoimentos em interrogatórios e por indiciar Jair Bolsonaro. Shor foi indicado como testemunha para esta quarta-feira (16/7), mas não compareceu. Ele seria ouvido para os casos de Filipe Martins e Marcelo Câmara, que insistem na necessidade de seu depoimento.

O ministro Alexandre de Moraes chegou a dizer que convocaria Shor, mas depois afirmou que cabe às defesas levar as testemunhas para audiência. Os advogados têm até o dia 21 para que Shor preste depoimento e possa ser questionado sobre as investigações.

Câmara está preso por ordem do ministro Moraes, que fundamentou a detenção alegando que o coronel acessou dados sigilosos sobre a delação de Mauro Cid, ex-assistente presidencial. Além disso, afirma que descumpriu uma medida cautelar que o impedia de usar redes sociais, mesmo com intermediários legais.

O advogado do militar informou ao STF que foi contactado por Mauro Cid pelas redes sociais. Para o ministro, ao interagir com Cid, o defensor ultrapassou ilegalmente os limites das obrigações profissionais. Moraes também ordenou a abertura de investigação para apurar tentativa de obstrução da apuração da trama golpista.

A defesa de Câmara argumenta que não poderia haver quebra das medidas cautelares, pois as conversas usadas como base para a prisão ocorreram entre janeiro e março, e as medidas foram aplicadas apenas em maio.

Testemunhas indicadas por Marcelo Câmara para depoimento por videoconferência em 17/7:

  • Osmar Crivelatti
  • Luiz Antonio Nabhan Garcia
  • Luiz Carlos Pereira Gomes
  • Sergio Cordeiro
  • João Henrique Nascimento Freitas
  • Andretti Soldi
  • Marcelo Zeitoune
  • Nilton Diniz Rodrigues
  • Fabio Liti
  • Amaury Ribeiro Neto
  • Anderson Ferreira
  • Renato Pio da Silva
  • Fábio José Pietrobon Bauer
  • Wilson dos Santos Serpa Junior
  • Auto Tavares da Camara Junior
  • Igor Heidrich
  • João Paulo Vieira Almeida
  • Dhiego Carvalho Santos Rocha
  • Elias Milhomens de Araujo
  • Itawan de Oliveira Pereira

Os acusados respondem judicialmente por crimes como tentativa de derrubar violentamente o Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e destruição de patrimônio protegido.

Integrantes do grupo 2

  • Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante a gestão de Bolsonaro;
  • Fernando de Sousa Oliveira – ex-secretário adjunto na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Filipe Garcia Martins Pereira – ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência;
  • Marcelo Costa Câmara – coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro;
  • Marília Ferreira de Alencar – delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Mário Fernandes – general da reserva do Exército, conhecido como “kid preto”.

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