A maioria dos ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou a denúncia feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o que gerou reações nas redes sociais por parte dos parlamentares.
Enquanto os apoiadores do governo comemoraram a aceitação da denúncia, os oposicionistas demonstraram solidariedade a Eduardo.
Ele foi acusado de tentar influenciar sanções contra o Brasil e suas autoridades nos Estados Unidos, buscando interferir em um julgamento que envolve seu pai, Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Os ministros do STF Flávio Dino e Cristiano Zanin seguiram o relator Alexandre de Moraes em seu voto para tornar Eduardo réu. Ainda falta o voto da ministra Carmén Lúcia.
Reações dos parlamentares
Governistas
Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, chamou a decisão de “vitória importante para a democracia” e disse que a denúncia é resultado direto de uma representação que apresentou em maio deste ano, onde já denunciava pressões e tentativas de obstrução das instituições brasileiras.
Guilherme Boulos, deputado federal licenciado e ministro da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que “aqui se faz, aqui se paga”, referindo-se à denúncia, e indicou que pode haver consequências para a família Bolsonaro.
Erika Hilton afirmou que Eduardo tentou impedir a condenação do pai por meio de sanções aplicadas pelos EUA contra o Brasil, mas que seu esforço falhou.
Oposição
Gustavo Gayer lamentou a aceitação da denúncia, qualificando o que está acontecendo como inaceitável e um abuso, caracterizando como perseguição política contra Bolsonaro.
Zucco, líder da oposição, declarou que Eduardo é vítima de uma perseguição implacável por defender a liberdade e o Brasil.
Marco Feliciano definiu a situação como uma perseguição injusta e desejou força à família Bolsonaro.
Sobre a denúncia
O relator, ministro Alexandre de Moraes, destacou que a PGR apresentou provas de que Eduardo buscou criar instabilidade social e institucional nos EUA, pressionando para que o Supremo decidisse a favor de Jair Bolsonaro no processo da tentativa de golpe.
Segundo a denúncia, foram utilizadas ameaças de sanções severas para coagir os ministros do STF.
A defesa de Eduardo foi feita pela DPU (Defensoria Pública da União), já que o deputado não foi notificado pessoalmente e não apresentou defesa.
*Sob supervisão de Leandro Bisa
