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SP volta à fase amarela nesta quarta e shoppings, restaurantes e academias devem reduzir público e horário

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Ocupação máxima de shoppings, galerias, comércio e serviços passa de 60% para 40% em regiões que estavam na fase verde. Governo prometeu nesta terça (1°) ampliar fiscalização para que regras sejam respeitadas.

Rua 25 de Março em SP tem lotação na manhã do dia 7 de novembro — Foto: BRUNO ROCHA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Todo o estado de São Paulo volta à fase amarela nesta quarta-feira (2) e lojas, shoppings, bares, restaurantes e academias da capital paulista voltam a reduzir o horário de atendimento e a capacidade de público.

Na segunda (30), o governador João Doria anunciou o recuo e prorrogou a quarentena no estado até o dia 4 de janeiro. A medida foi publicada em decreto no Diário Oficial desta terça-feira (1°).

Na nova reclassificação, seis regiões, entre elas a capital paulista, regrediram da fase verde para a amarela. As demais 11 regiões já estavam na fase amarela.

A ocupação máxima permitida passa de 60% para 40% em regiões que estavam na fase verde, e o horário de funcionamento deixa de ser de 12h e passa a ser autorizado pelo período de 10h.

Em entrevista à GNews nesta terça (1°), o secretário estadual de Saúde disse que o governo irá aumentar o número de fiscais nas ruas para que as regras sejam respeitadas.

No ABC paulista, algumas cidades decidiram investir em medidas ainda mais restritivas. Elas também entram em vigor a partir desta quarta (2).

A mudança para a fase amarela não impede a reabertura das escolas.

Nesta segunda, após o anúncio do governo, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) disse que os 40 mil associados vão reduzir em duas horas o horário de funcionamento, mas manifestou preocupação com o impacto das restrições faltando pouco mais de 20 dias para o Natal.

Em nota, a associação afirma que o comércio está longe de recuperar os índices de venda pré-pandemia e que reduzir o horário de funcionamento ainda mais nessa época do ano irá concentrar o consumidor em um tempo mais restrito de abertura.

O que muda no retrocesso da fase verde para amarela

  • Eventos com público em pé passam a ser proibidos;
  • Ocupação máxima de Shopping centers, galerias, comércio e serviços passa de 60% para 40% da capacidade e o horário de funcionamento passa a ser reduzido de 12 para 10 horas por dia;
  • Ocupação máxima de restaurantes ou bares para consumo local passa de 60% para 40%, o horário de funcionamento será restrito a 10 horas por dia e até as 22 horas.
  • Ocupação máxima de salões e barbearias passa de 60% para 40% da capacidade e o horário de funcionamento passa a ser reduzido de 12 para 10 horas por dia;
  • Eventos, convenções e atividades terão sua capacidade máxima limitada de 60% para 40%, o controle de acesso é obrigatório, assim como hora e assentos marcados.
Regras de funcionamento da fase amarela apresentadas em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (30).  — Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Regras de funcionamento da fase amarela apresentadas em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (30). — Foto: Divulgação/Governo de São Paulo.

Com relação às academias de esporte de todas as modalidades e centros de ginástica, de acordo com as regras apresentadas durante a coletiva de imprensa do governo de São Paulo nesta segunda (30), a capacidade de ocupação máxima passaria a ser limitada de 60% para 40% do local e o horário reduzido de 12 para 10 horas.

No entanto, no site do Plano São Paulo é possível encontrar regras mais rígidas para esse tipo de estabelecimento na fase amarela. Além do horário de funcionamento reduzido de 12 para 10 horas, as academias só poderiam atender até 30% da capacidade do local e aulas e práticas em grupo estariam suspensas.

Regras para o funcionamento de academias disponíveis no site do Plano São Paulo nesta segunda (30). — Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Regras para o funcionamento de academias disponíveis no site do Plano São Paulo nesta segunda (30). — Foto: Divulgação/Governo de São Paulo.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Desenvolvimento econômico do estado, prevalecem as regras previstas no site. Dessa forma, com a mudança, academias de esporte de todas as modalidades e centros de ginástica terão que suspender aulas coletivas, receber até 30% do público que sua capacidade permite e reduzir o horário de atendimento de 12 para 10 horas.

A mudança não altera as regras de funcionamento das instituições de ensino públicas e privadas do estado, as quais poderão continuar abertas.

Cinemas, teatros e museus podem permanecer abertos na fase amarela, de acordo com o Plano São Paulo. No entanto, as prefeituras têm autonomia para decidir o que e quando deve reabrir. Na capital paulista, o prefeito Bruno Covas (PSDB) determinou que a abertura dos setores da cultura só ocorreria quando a cidade estivesse na fase verde.

Atualização após as eleições

A atualização da reclassificação foi divulgada menos de 24 horas após as eleições municipais e só foi permitida por conta de novas alterações feitas nas regras do plano. Se tivessem sido mantidos parâmetros anteriores, a Grande São Paulo, que incluiu a capital, teria piora suficiente para migrar para a fase laranja, ainda mais restritiva (leia mais abaixo).

No dia 13 de novembro, Doria gravou um vídeo dizendo que o endurecimento das medidas de combate à pandemia após as eleições eram fake news. “Meu repúdio a mais uma fake news. Não vamos fechar o comércio ou endurecer as medidas de combate à pandemia após as eleições. Mais um absurdo que estão inventando”, disse em sua conta no Twitter.

Aumento nas taxas de internação

O governador João Doria (PSDB) anunciou também nesta segunda-feira (30) que fará uma reunião na terça-feira (1) com 62 prefeitos de cidades que apresentaram elevação nas taxas de internação e ocupação de leitos no estado de São Paulo.

“Amanhã, às 16 horas, o governo fará uma reunião virtual com 62 prefeitos de 62 cidades que apresentaram elevação nas taxas de internação e ocupação de leitos, com objetivo de melhorar o controle da pandemia neste municípios e oferecer a eles, se necessário, apoio para que possam proceder com as orientações do governo do estado”, disse Doria.

Embora os hospitais particulares já alertassem para o aumento das internações por Covid-19, o governo estadual só admitiu no dia 16 de novembro um aumento de 18%. Nesta segunda, a secretária do Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, afirmou que houve novo aumento na última semana.

“Nós registramos na semana [epidemiológica] 46 [de 8 a 14 de novembro] um aumento de internações de 18%. Na semana 47, que foi a semana retrasada, o aumento de internações de 17%. Na última semana, o aumento de 7%. Ainda que seja um aumento que não seja tão drástico, nem de perto do que está acontecendo na Europa, é um aumento. Esse aumento nos traz a necessidade de voltar a aplicar as regras do período de estabilidade da pandemia por segurança”, afirmou.

Na semana passada, o comitê de saúde do governo já havia recomendado aumento nas restrições de circulação no estado para combater o avanço do coronavírus. Apesar do alerta, a decisão foi postergada para ser feita somente após o segundo turno das eleições municipais.

Se tivessem sido mantidas as regras anteriores do Plano São Paulo, a capital e os municípios da Grande São Paulo teriam até este domingo (29) índices da pandemia compatíveis com a fase laranja do plano, graças à piora principalmente das internações. Os dados foram calculados pela produção da TV Globo a partir das regras oficiais do Plano SP, que estavam em vigor até a última reclassificação, no dia 10 de outubro.

Nesta segunda, no entanto, a nova mudança para análise dos critérios a cada sete dias, e não mais a cada 28, permitiu que todo o estado fosse classificado na fase amarela.

Mesmo com as permissões estaduais, a Prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, já havia decido na sexta-feira (27) endurecer as regras para setores de comércio e serviços a partir desta segunda-feira (30). A cidade registra quase 70% de ocupação de leitos de UTI para a Covid-19 e as mudanças foram tomadas pela gestão municipal para conter avanço da doença.

Na tarde desta segunda, o Consórcio do Grande ABC, que inclui prefeitos das cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra também anunciou que adotará medidas mais restritas que as permitidas na fase amarela. Entre elas estão o fechamento de cinemas e teatros e cancelamento de esportes coletivos em clubes.

Lista de municípios paulistas em estado de atenção na pandemia de Covid-19 — Foto: Divulgação/Governo de SP

Lista de municípios paulistas em estado de atenção na pandemia de Covid-19 — Foto: Divulgação/Governo de SP.

Mortos e casos

Nesta segunda-feira (30), o estado de São Paulo chegou a 42.095 mortes por Covid-19 e 1,24 milhão de casos confirmados da doença desde o início da pandemia. A média móvel diária de mortes é de 117, e de casos, 4.433.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 voltou a subir e está em 59,1% na Grande São Paulo e 52,2% no estado, considerando toda a rede de hospitais. O estado não registrava ocupação acima de 50% nas UTIs desde setembro.

O número total de pacientes internados com suspeita ou confirmação da doença é de 9.689 nesta segunda, sendo 5.548 em enfermaria e 4.141 em UTI. Nos últimos sete dias, o estado voltou a ter valor acima de 9 mil, o que não era observado desde outubro.

Regridem para a fase amarela:

  • Grande SP inteira, incluindo capital
  • Taubaté
  • Campinas
  • Piracicaba
  • Sorocaba
  • Baixada Santista

Permanecem na fase amarela:

  • Araraquara
  • Araçatuba
  • Bauru
  • Franca
  • Marília
  • São João da Boa Vista
  • São José do Rio Preto
  • Presidente Prudente
  • Ribeirão Preto
  • Registro
  • Barretos

Plano SP

A reclassificação das regiões do estado de São Paulo no plano de reabertura da economia durante a pandemia do coronavírus estava prevista para acontecer no dia 16 de novembro, mas foi adiada para esta segunda-feira (30).

À época, a gestão estadual justificou a mudança no apagão de dados que gerou instabilidade do sistema Sivep-Gripe do Ministério da Saúde no dia 5 de novembro.

Na ocasião, o governo do estado de São Paulo chegou a ficar cinco dias sem atualizar os dados da Covid-19.

O Plano São Paulo regulamenta a quarentena em todo o estado, classifica as regiões do estado em cores, determinando quais locais podem avançar nas medidas de reabertura da economia. Os critérios que baseiam a classificação das regiões, são:

  • Ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
  • Total de leitos por 100 mil habitantes;
  • Variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
  • Variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
  • Variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.
  • Na fase verde também é considerado óbitos e casos para cada 100 mil habitantes.
  • Regiões que atingirem as fases 3 (Amarela) ou 4 (Verde) permanecerão nessas fases desde que tenham indicadores semanais inferiores a 40 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e 5 mortes a cada 100 mil habitantes.
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Número de internações aumenta em 86% dos hospitais particulares de SP

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63% da rede, entretanto, tem capacidade de aumentar ainda mais o número de leitos; setor defende compartilhamento de leitos com a rede pública

Paciente com coronavírus no Hospital Nossa Senhora da Conceição, Porto Alegre 19/11/2020 REUTERS/Diego Vara (Diego Vara/Reuters)

Nos primeiros dez dias do mês de janeiro, 86% dos hospitais particulares do estado de São Paulo registraram aumento no número de internações por covid-19. Com isso, as taxas de ocupação de leitos de UTI também deram um salto: 74% dos hospitais da rede privada tiveram que aumentar o número de leitos destinados à pacientes com covid, e 72% já operavam acima de 70% da capacidade no mesmo período.

Os resultados da pesquisa, feita pelo Sindhosp (que representa hospitais, clínicas e laboratórios particulares do estado), foram publicados nesta sexta-feira (15), um dia depois do sistema de saúde de Manaus entrar em colapso por falta de oxigênio hospitalar.

Com pouco distanciamento social e tendência de alta no número de casos em quase todo o país, é bem possível que a situação da capital amazonense se repita pelo país nos próximos dias – pelo menos na rede pública. Mesmo após o aumento significativo de leitos clínicos e de UTI, 63% dos hospitais declararam ter capacidade de aumentar ainda mais o número de leitos caso seja necessário.

Para evitar casos de desassistência à população, em que alguns hospitais já operam com as UTI’s no limite da capacidade, o Presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, defende que os leitos excedentes da rede privada sejam compartilhados com a rede pública.

Precisamos atender a todos pacientes, sejam infectados pelo coronavírus ou não. A integração público-privada torna-se fundamental nesse momento da pandemia. E os hospitais privados estão ampliando atendimentos e desdobrando esforços para garantir assistência à população.

Francisco Balestrin, presidente do SindHosp

Com a média geral de ocupação de leitos de UTI acima de 67% (o que considera as redes pública e privada) no estado, o governo de SP promove hoje uma reclassificação das fases da quarentena. A tendência dos números mais recentes, referente à última quinta (14), indicam uma possível regressão para a fase laranja, mais restritiva, em pelo menos cinco regiões.

Originalmente marcada para o início de fevereiro, a reclassificação foi adianta para hoje, o que indica que alguma tendência nos números – atualmente negativa – acendeu uma luz de aviso no Centro de Contingência da Covid-19, que orienta as ações do governo paulista no enfrentamento à pandemia. A tendência de alta, que deve alcançar um pico por volta do dia 20, é um reflexo das aglomerações registradas nas comemorações de Natal e Ano Novo.

 

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8 regiões de SP regridem de fase na quarentena; bares fecham e comércio tem restrições

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Doria afirmou que o governo federal é diretamente responsável pela situação vivida por Manaus, onde pacientes em hospitais morreram asfixiados por falta de oxigênio

(Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

Quinze dias antes da data inicialmente programada, o governo de SP reclassificou as fases da quarentena em sete regiões do estado. Até agora na fase amarela, as regiões de Araçatuba, Bauru, Franca, Piracicaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Taubaté agora vão para a fase laranja, que fecha bares e restringe o funcionamento de comércio e serviços a oito horas por dia, até às 20h e com 40% da capacidade.

“Há uma indicação clara que a segunda onda se acentou no nosso país. E precisamos de cautela para proteger nossa população”, afirmou o governador João Dória ao anunciar a regressão de fases em coletiva de imprensa nesta sexta (15). O secretário de Saúde, Gean Gorinchteyn, afirmou que “só assim reduizermos os índices, que hoje são semelhantes ao que tivemos no pico da pandemia no ano passado”.

A nova reclassificação do plano São Paulo passa a valer nesta segunda-feira (18).

Com 69% de ocupação de leitos de UTI, a grande São Paulo ficou a 1% da fase laranja e, portanto, se mantém na fase amarela. Já Marília, que já estava na fase laranja desde a última sexta (8), agora tem 83% dos leitos de UTI ocupados e vai para a fase vermelha, a mais restritiva. Nela, apenas atividades essenciais podem seguir funcionando.

Os números atualizados da covid em SP já são semelhantes aos do pico da pandemia, em agosto, como adiantou na manhã desta sexta (15). A média de ocupação de leitos de UTI está em 67,5% e a média diária de novos casos bateu um novo recorde, alcançando 10.889 – 5% a mais que em agosto. Houve ainda uma alta de 2% no número de óbitos e 10% no número de internações.

As aglomerações do final do ano começaram a se revelar nas estatísticas de agora.

Gean Gorinchteyn, secretário de saúde de São Paulo

Regras da quarentena válida nas regiões que estão na fase 3, amarela

  • Capacidade de atendimento de comércio de rua, shoppings, bares, restaurantes e salões de beleza é de 40%, por no máximo 10 horas por dia, até as 22 horas. Antes os shoppings e comércio podiam abrir por 12 horas.
  • Bares podem funcionar até as 20 horas.
  • Restaurantes podem funcionar até as 22 horas, mas o serviço de bebida alcoólica precisa ser encerrado até 20 horas.
  • Eventos com público em pé estão proibidos. Só são permitidos eventos com pessoas sentadas e capacidade de 40%. É necessária a venda antecipada de ingressos.
  • Nas academias a capacidade máxima é de 40%.
  • Os parques continuam abertos.

Regras da quarentena válida nas regiões que estão na fase 2, laranja

  • Capacidade de atendimento de comércio de rua, shoppings, restaurantes é de 40%, por no máximo 8 horas por dia, até as 20 horas. Antes era capacidade de 20%, por 4 horas por dia.
  • Salões de beleza podem abrir, com 40% da capacidade. Antes eles precisavam fechar.
  • Bares só podem fazer atendimento no sistema delivery. Antes precisavam ficar fechados.
  • Nas academias a capacidade máxima é de 40%. Antes precisavam ficar fechadas.
  • Os parques continuam abertos.

Regras da quarentena válida nas regiões que estão na fase 1, vermelha

  • Capacidade de atendimento de comércio de rua, shoppings, restaurantes é de 40%, por no máximo 8 horas por dia, até as 20 horas. Antes era capacidade de 20%, por 4 horas por dia.
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Anvisa autoriza distribuição de oxigênio com pureza menor em Manaus

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Pesquisadora da Unicamp explica que a taxa de pureza menor que a habitual não tem grandes efeitos negativos para a administração em humanos

Trabalhador chega com cilindro de oxigênio ao hospital Getúlio Vargas, em meio a surto de doença coronavírus (COVID-19) em Manaus, Brasil 14 de janeiro de 2021. (Bruno Kelly/Reuters)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização excepcional para que a White Martins, empresa que fornece oxigênio para o Amazonas, produzisse a substância com grau de pureza 95%, abaixo dos 99% habituais. A permissão foi dada na tarde da quinta-feira, 14, quando a capital Manaus registrou falta do produto em vários hospitais, o que causou a morte de pacientes do coronavírus por asfixia.

A medida veio após um esforço conjunto de negociações entre a Procuradoria-Geral da República, o Ministério da Saúde, as Forças Armadas, além da Anvisa e da White Martins. Em nota, a PGR afirma que os primeiros carregamentos de oxigênio começaram a chegar em Manaus ainda na manhã desta sexta-feira, 15.

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FGV: aprendizagem pode retroceder até 4 anos com suspensão de aulas presenciais

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Esse é considerado o pior cenário, em que os estudantes não teriam aprendido o conteúdo durante o ensino remoto

Educação no Brasil: o impacto é maior entre negros e alunos com mães que não concluíram o ensino fundamental (Alexandre Battibugli/Exame)

Esse é considerado o pior cenário, em que os estudantes não teriam aprendido o conteúdo durante o ensino remoto. O impacto é maior entre negros e alunos com mães que não concluíram o ensino fundamental.

A partir de dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), foi possível simular uma perda equivalente ao retorno à proficiência brasileira na avaliação de quatro anos atrás em língua portuguesa e de três anos em matemática, do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, considerando o pior dos cenários, chamado de pessimista.

Em uma estimativa intermediária, os componentes curriculares teriam uma queda equivalente ao retorno à proficiência brasileira de três anos atrás. Mesmo no cenário otimista, em que os alunos teriam aprendido por meio do ensino remoto tanto quanto aprendem no presencial, a educação também pode ter perdido três anos em língua portuguesa.

Em outro modelo de apresentação de resultados, o estudo mostrou que tanto alunos dos anos finais (do 5º ao 9º) do ensino fundamental quanto aqueles do ensino médio podem ter deixado de aprender o equivalente a 72% do aprendizado de um ano típico, em língua portuguesa e matemática, considerando o pior cenário. No cenário intermediário, o percentual ficou em 34% e 33%, respectivamente. Considerando o cenário otimista, a perda no aprendizado ficaria em 14% e 15%.

O diretor de Políticas Educacionais na Fundação Lemann, Daniel de Bonis, considera que o ensino remoto reduz os prejuízos do fechamento das escolas, mas não é um substituto da escola, do professor e do ensino presencial. “A simulação mostra que, dependendo da qualidade do ensino remoto e do nível de dedicação dos estudantes, ele pode reduzir até substancialmente esse prejuízo com o fechamento das escolas, mas não substitui a escola, você vai continuar tendo um prejuízo”, diz.

A primeira conclusão do estudo é que a interrupção das aulas leva a uma redução significativa no aprendizado dos alunos. “Em segundo lugar, entendemos que, em um cenário de interrupção das aulas presenciais, o aprendizado dos alunos depende do acesso ao ensino remoto e esse acesso é desigual no Brasil, como evidenciado pelos dados da Pnad Covid-19”, afirmou André Portela, pesquisador líder do estudo e professor titular de Políticas Públicas da Escola de Economia de São Paulo, da FGV.

“Por fim, analisando dados do Saeb, concluímos que, em 2020, o crescimento do aprendizado dos alunos brasileiros poderá desacelerar ou mesmo retroceder. Esse resultado ocorre de maneira desigual no país, afetando mais fortemente os menos favorecidos. Assim, esforços para mitigar essa perda e garantir o acesso a um ensino remoto de qualidade a todos são urgentes, de modo a evitar a perda de aprendizado e o aumento das desigualdades educacionais”, acrescentou Portela.

Desigualdade

Os grupos populacionais mais prejudicados foram os do sexo masculino, pardos, pretos e indígenas, com mães que não finalizaram o ensino fundamental. Os menos prejudicados são, na maioria dos casos, do sexo feminino, que se declararam brancas, com mães com pelo menos ensino médio completo.

“No caso daqueles que não tiveram acesso nem mesmo a ensino remoto, esse prejuízo pode ser muito grande. É claro que a gente sabe que, em uma realidade como a brasileira, essa situação acaba sendo muito desigual, porque nem todas as famílias têm condições de ter esse acesso e com qualidade”, disse o diretor da Fundação Lemann.

Ele citou a questão da oferta de conectividade como fator determinante para que os estudantes de famílias mais pobres tenham acesso a videoaulas, que são disponibilizadas de forma online, em sites ou aplicativos. “O acesso a um aplicativo exige consumo de dados e nem todos os estados brasileiros conseguiram financiar as famílias para que elas pudessem usar os aplicativos sem consumir do seu plano”.

“Em São Paulo, o estado conseguiu fazer um acordo com as telefônicas, pagando dentro do seu contrato, para que o uso do aplicativo da Secretaria de Educação não fosse contabilizado como consumo do plano de dados, mas isso é porque foi colocado recurso público. Em nível nacional, não tivemos uma iniciativa semelhante, então depende de cada estado ter financiado isso para as famílias”, acrescentou.

A desigualdade aparece também nos cálculos feitos para cada um dos estados brasileiros. Em ambas as etapas de ensino, os alunos das regiões Norte e Nordeste deixaram de aprender mais que alunos do Sul e Sudeste.

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Comprar vacina contra covid-19 para funcionários será proibido, diz governo

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O governo afirmou que já tem cerca de 500 milhões de doses contratadas e que o Brasil poderá recuperar o “tempo perdido” por ter um programa de imunização já estabelecido

Funcionário segura frasco contendo Coronavac, vacina do Butantan/Sinovac contra coronavírus. (Amanda Perobelli/Reuters)

O governo federal disse a empresários, em reunião virtual realizada na quarta-feira e promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que a aquisição de vacinas por empresas para imunização de funcionários será proibida, apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Respondendo à principal dúvida de executivos e donos de negócios, alguns dos quais já se movimentavam para importar doses, representantes dos Ministérios da Saúde, das Comunicações e da Casa Civil foram taxativos: a vacinação ficará a cargo do governo, que garantiu ter imunizantes para toda a população.

A reportagem conversou com duas fontes que participaram da reunião. Um deles disse ter saído do encontro “mais tranquilo” do que entrou. Alguns dos presentes, no entanto, fizeram críticas à comunicação contraditória do governo em relação à vacinação.

Além de afastar a possibilidade de o setor privado fazer uma vacinação paralela, o governo também afirmou que já tem cerca de 500 milhões de doses contratadas. Outro recado foi de que, pelo fato de ter um programa de imunização já estabelecido, o Brasil poderá recuperar o “tempo perdido” em relação a nações que já vêm vacinando há mais de um mês.

Do lado do governo, participaram o ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto; o ministro das Comunicações, Fábio Faria; e o secretário-geral do Ministério da Saúde, Élcio Franco. Os empresários convidados para a reunião fazem parte de um grupo reunido pela Fiesp, chamado Diálogo Brasil, que visa a aproximar o setor produtivo das decisões do Palácio do Planalto.

Uma das propostas das empresas, na tentativa de ajudar a acelerar a imunização, era doar uma dose para o programa nacional de imunização para cada vacina aplicada em um funcionário. No entanto, o argumento oficial para descartar a oferta foi de que, com a produção tanto pelo Instituto Butantan quanto pela Fiocruz, não haverá falta de imunizantes. A expectativa do governo é de que o País possa até se tornar exportador de vacinas mais para o fim deste ano.

A exemplo do que foi comunicado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello, a previsão da reunião foi de que a vacinação no País deverá começar ainda na semana que vem, entre os dias 19 e 20.

Dilema

Desde o início desta semana, o jornal O Estado de S. Paulo teve conversas com diversos empresários, que se dividiam em dois grupos: o primeiro já se movimentava para importar imunizantes para seus funcionários e suas famílias; o segundo considerava antiético “furar a fila” dos grupos de risco definidos: idosos, profissionais de saúde e portadores de doenças crônicas.

Uma grande varejista, com dezenas de milhares de empregados, chegou a dar os primeiros passos para importar vacinas para funcionários e seus familiares. A reportagem também apurou que uma empresa ligada ao setor automotivo também estava buscando alternativas para seus 3 mil colaboradores. Agora, essas iniciativas devem ser abandonadas.

Por outro lado, outras companhias, mesmo antes do veto oficial, já tinham descartado usar seu poder econômico para que seus funcionários “furassem a fila” da imunização.

O presidente de uma grande indústria disse, em condição de anonimato, que, após uma reunião de diretoria, ficou acordado que a empresa não buscaria comprar vacinas. “Isso faria sucesso com o nosso público interno, mas achamos que, em relação aos grupos de risco, seria antiético. Então, não faremos.”

Os empresários consultados disseram estar dispostos a dar apoio financeiro para agilizar a vacinação. As companhias aéreas já anunciaram que vão fazer o transporte das vacinas gratuitamente.

Procurados, os ministérios da Saúde, das Comunicações e da Casa Civil não se pronunciaram até o fechamento da edição da quinta-feira, 14, do jornal O Estado de S. Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Defesa Civil emite alerta de chuvas fortes no Vale do Paraíba e Litoral Norte de SP

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A Defesa Civil do Estado emitiu um alerta sobre a previsão de fortes chuvas no Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. O alerta iniciou na terça-feira (12) e segue pelo menos até quinta-feira (14).

Segundo o comunicado do órgão, o acumulado dos temporais devem ficar entre os 60 e 80 milímetros no período. O número é suficiente para deixar a Defesa Civil em alerta por causa da possibilidade de causar inundações e deslizamentos.

A notificação foi encaminhada para as bases da Defesa Civil nas cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. Outros pontos do estado, como o Vale do Ribeira, Campinas, Sorocaba, baixada Santista e a região metropolitana de São Paulo também estão em estado de alerta por conta das chuvas.

Temporais

No último domingo (10) a chuva causou estragos na região. Em Caçapava, os bairro Centro, Aldeias da Serra e Village das Flores ficaram inundados. A Avenida Brasil, uma das principais vias na cidade, também foi tomada pela água.

Em Campos do Jordão um morro na Vila Albertina deslizou por conta do temporal. A Defesa Civil está monitorando esta e outras áreas de risco na cidade. Não há registro de feridos.

Já em Bragança Paulista o muro de um condomínio foi levado pela enxurrada. No mesmo local o estacionamento ficou alagado e a lama invadiu a casa dos moradores. Ninguém se feriu.

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Hoje é

domingo, 17 de janeiro de 2021

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