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terça-feira, 20/01/2026

SP fica sem luz em mais de 120 mil casas com garoa e ventos fortes

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Mais de 121 mil imóveis na Região Metropolitana de São Paulo estão sem energia elétrica, segundo dados da empresa Enel na noite desta segunda-feira, 19. A Enel é a responsável pelo fornecimento de energia na capital e em municípios da Grande São Paulo.

Dos imóveis afetados, cerca de 80,1 mil ficam na capital paulista, o que representa 1,38% dos clientes atendidos pela Enel. Também foram registradas quedas expressivas em municípios como Rio Grande da Serra, com 2.243 imóveis sem luz (14,25% dos clientes locais), São Lourenço da Serra (2.118 imóveis, 21%) e Em
bu-Guaçu com 6.731 imóveis afetados (29,42%).

A empresa informou que as chuvas e os ventos fortes que atingiram a área de concessão na tarde de segunda-feira causaram danos na rede elétrica em algumas cidades.

As localidades mais afetadas foram Embu-Guaçu, Ribeirão Pires, São Lourenço da Serra e Rio Grande da Serra. A Enel está mobilizando equipes para restabelecer o fornecimento de energia aos clientes afetados.

Segundo a Defesa Civil, as áreas com maior instabilidade ficam no litoral, especialmente na Baixada Santista e litoral norte, que registraram os maiores volumes de chuva do dia: Peruíbe (171mm), Itanhaém (156mm), Praia Grande (108mm), São Vicente (105mm) e Bertioga (102mm).

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo informou que a previsão para a capital incluía garoa e baixa chance de temporais. Apesar da chuva, a cidade não foi colocada em alerta para possíveis alagamentos.

Entretanto, o CGE ressaltou que os ventos poderiam passar de 30 km/h e, com o solo molhado, existia risco de queda de árvores.

Os ventos na capital chegaram a 50,2 km/h na região de M’boi Mirim/Barragem Guarapiranga às 15h40 e variaram entre 40 e 45 km/h em áreas como Parelheiros, Santana, Carandiru e Campo de Marte.

O Corpo de Bombeiros recebeu 31 chamadas por queda de árvores entre 14h e 18h desta segunda-feira, principalmente na zona sul, a área mais afetada. Não foram registrados chamados por enchentes.

A empresa que administra o Aeroporto de Congonhas, Aena, informou que o mau tempo causou o cancelamento de uma chegada e uma partida. A infraestrutura do aeroporto permanece disponível para operações e atendimento.

Estadão Conteúdo

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