O Ministério da Saúde junto com a Prefeitura de São Paulo lançou uma campanha nesta segunda-feira, 12, para aumentar a vacinação contra sarampo e febre amarela. A ação acontece em locais movimentados da cidade como estações de metrô, aeroporto e shoppings, até o dia 24 de janeiro.
A proposta foi motivada pela confirmação de dois casos importados de sarampo em São Paulo, registrados em abril e dezembro do ano passado. No caso da febre amarela, o foco é atualizar a vacinação da população.
Segundo o Ministério da Saúde, o principal objetivo é evitar que o sarampo volte a circular no Brasil. Desde 2024, nosso país está livre da circulação constante do vírus, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
De segunda a sexta-feira, 16, a campanha atende pessoas que ainda não receberam nenhuma dose da vacina, em pontos com grande fluxo.
Na semana seguinte, de 19 a 23 de janeiro, a vacinação será focada em profissionais do turismo, que têm maior risco de contágio, como trabalhadores de hotéis, taxistas e agentes de segurança pública.
No dia 24, o chamado Dia D de vacinação atenderá a população em geral.
A vacina contra o sarampo é indicada para adolescentes e adultos que não foram vacinados ou que não completaram o esquema vacinal. A primeira dose é dada aos 12 meses com a tríplice viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola). A segunda dose é aplicada aos 15 meses, com a tetra viral (que também protege contra a varicela).
Pessoas de 5 a 29 anos devem tomar duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Profissionais da saúde devem receber duas doses da tríplice viral, independente da idade. Adultos de 30 a 59 anos precisam tomar uma dose.
O reforço da vacina contra febre amarela é indicado especialmente para crianças entre 9 e 14 anos, além de quem vive ou frequenta áreas de risco de transmissão.
A vacinação contra febre amarela é aplicada em dose única para crianças aos 9 meses, com reforço aos 4 anos. Quem tomou uma dose antes dos 5 anos deve tomar uma dose de reforço. Pessoas de 5 a 59 anos que nunca foram vacinadas precisam receber uma dose única.
Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, destaca: “A campanha começa pela capital, que tem alta demanda. Com a aproximação do Carnaval, vamos intensificar e ampliar as ações para outras cidades, aumentando a proteção da população”.
Para se vacinar, basta ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou aos pontos de vacinação nos locais de grande circulação.
Sintomas principais
Sarampo
- Manchas vermelhas na pele
- Febre alta (acima de 38,5 °C)
- Tosse seca
- Olhos irritados
- Coriza ou nariz entupido
Febre amarela
- Febre súbita
- Calafrios
- Dor forte na cabeça
- Dores musculares e no corpo
- Náuseas e vômitos
- Cansaço e fraqueza
O portal “Vacina 100 Dúvidas”, do governo estadual, responde perguntas frequentes sobre vacinas, como efeitos colaterais, eficácia e riscos de não se vacinar.
Casos e vacinação
No ano passado, São Paulo registrou 1.400 notificações de sarampo até dezembro, com 359 na capital, e dois casos importados confirmados. Em 2025, confirmaram-se 57 casos de febre amarela no Estado, com 34 mortes.
Segundo o Ministério da Saúde, no ano anterior, mais de 24 milhões de doses contra sarampo foram enviadas aos estados, com mais de 8 milhões de aplicações feitas. Em 2025, foram confirmados 38 casos importados de sarampo no Brasil, principalmente ligados a viagens internacionais ou locais com baixa vacinação.
Entre julho de 2024 e junho de 2025, o país teve 123 casos de febre amarela.
