15.5 C
Brasília
sexta-feira, 29/08/2025

Sono regular vale mais que oito horas

Brasília
céu limpo
15.5 ° C
15.5 °
15.5 °
59 %
1kmh
0 %
sex
29 °
sáb
28 °
dom
29 °
seg
30 °
ter
24 °

Em Brasília

O conselho de “dormir oito horas por noite” tem sido repetido por muito tempo, mas novas pesquisas indicam que a consistência no horário de dormir pode ser mais vital para a saúde do que simplesmente o número de horas dormidas.

Um extenso estudo internacional publicando na revista Health Data Science acompanhou os hábitos de sono de 88.461 adultos por quase sete anos, utilizando sensores corporais avançados.

Importância da regularidade no sono

A pesquisa analisou seis aspectos essenciais do sono: duração, início, ritmo, intensidade, eficiência e interrupções durante a noite. Os resultados mostraram que, embora a quantidade de sono continue sendo importante, manter um horário regular para dormir e acordar tem impacto mais significativo na saúde. Esse ritmo pré-estabelecido pode proporcionar mais benefícios do que anteriormente imaginado pela ciência.

Foi identificado ainda que padrões de sono irregulares estão ligados a um risco maior de até 172 doenças diferentes.

Notavelmente, irregularidade nos ciclos de sono e vigília foi associada a quase metade dessas doenças, superando amplamente os problemas relacionados apenas à duração do sono ou ao horário de dormir, segundo informações da plataforma Science Alert.

Perigos da irregularidade no sono

Dormir sempre depois da meia-noite e meia eleva em 2,57 vezes o risco de cirrose hepática comparado a dormir antes das 23h30. Além disso, falta de estabilidade nos ciclos diários de sono pode aumentar em até 2,6 vezes a chance de gangrena.

O estudo também relaciona padrões irregulares a um aumento de 2,8 vezes no risco de desenvolver a Doença de Parkinson e a uma probabilidade 60% maior de diabetes tipo 2, entre outras condições como hipertensão, DPOC, insuficiência renal aguda e depressão.

Desmistificando o sono excessivo

A pesquisa também questiona o mito de que dormir mais de nove horas é prejudicial. Dados revelam que esse hábito mostrou relação significativa apenas com uma doença, e que muitos dos que relatam dormir tanto na verdade têm sono ruim e dormem menos de seis horas efetivamente.

Shengfeng Wang, epidemiologista e autor principal, destaca que “a regularidade do sono tem sido subestimada e é necessária uma visão mais ampla do que define um sono de qualidade, para além da duração”.

Essas descobertas foram validadas em uma amostra dos Estados Unidos, demonstrando sua aplicabilidade em diferentes ambientes culturais e de saúde.

Embora as causas exatas do impacto do sono irregular ainda não sejam completamente claras, inflamações no corpo podem ser um elo biológico importante. Estudos futuros irão avaliar se intervenções específicas para melhorar a regularidade do sono podem diminuir o risco de doenças a longo prazo.

Veja Também