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quinta-feira, 29/01/2026

Síndico que matou corretora diz que filho não teve participação

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São Paulo, SP (UOL/Folhapress)

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, que admitiu ter matado a corretora Daiane Alves Souza, 43, garantiu que seu filho Maykon Douglas de Oliveira não participou do crime.

Cléber afirmou que agiu sozinho e declarou à imprensa ao chegar na central de delegacias especializadas em Goiânia: “Meu filho não tem nada a ver com isso”.

Ambos foram detidos na última quarta-feira (28) no apartamento onde moravam em Caldas Novas, no sul de Goiás. Maykon foi preso por suspeita de atrapalhar as investigações, já que ajudou o pai a comprar um celular novo. Ainda não há confirmação se ele participou do crime ou da tentativa de esconder o corpo.

Daiane foi assassinada após descer ao subsolo para verificar a caixa de energia no dia 17 de dezembro de 2025, quando seu apartamento estava sem energia novamente. Nas últimas filmagens que aparecem com vida, ela desce do elevador, gravando o local para registrar uma reclamação. Desde então, desapareceu.

O síndico admitiu o homicídio, mas não revelou detalhes de como matou a corretora. Segundo ele, colocou o corpo no porta-malas de um carro e o deixou numa área de mata próxima a uma estrada em Caldas Novas. A polícia informou que Cléber já havia desligado a energia do apartamento da vítima em outras situações.

O prédio possui apenas dez câmeras de segurança, nenhuma delas cobrindo as áreas das escadas por onde o síndico provavelmente transitou. O local do crime, no subsolo, também é um ponto não monitorado.

O corpo de Daiane foi encontrado mais de quarenta dias após o desaparecimento, indicado pelo próprio autor do crime.

A defesa de Cléber foi procurada e o advogado informou que ele está colaborando com as autoridades fornecendo as informações necessárias para resolver o caso.

Histórico de conflitos e denúncias entre a corretora e o síndico

Durante 2025, Daiane e o síndico enfrentaram várias disputas judiciais. Ambos moveram processos um contra o outro, envolvendo acusações que iam desde ofensas até agressão leve e perseguição. Em outubro de 2025, eles chegaram a participar de uma audiência, mas não houve acordo.

A corretora buscava na justiça o religamento da energia em seu apartamento, que havia sido cortada várias vezes. Ela também havia denunciado cortes no fornecimento de água e outras restrições feitas pela administração do condomínio.

Cléber alegava que os cortes foram feitos porque Daiane não respeitava as regras internas, realizando atividades não permitidas e permitindo o acesso de pessoas estranhas ao condomínio. Entretanto, a Justiça de Goiás deu ganho de causa a Daiane, multando a administração do prédio e ordenando o restabelecimento imediato da energia.

Daiane gerenciava o aluguel de seis apartamentos em uma das torres do condomínio, que é composto por oito torres residenciais, um shopping, um hotel e um parque aquático.

Antes da confissão do síndico, as investigações já indicavam a culpa dele no desaparecimento de Daiane. O delegado André Barbosa, do Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, afirmou que as provas já apontavam para o síndico, mesmo antes do corpo ser localizado.

Segundo o delegado, Cléber tinha os meios, a maneira e a motivação para cometer o crime.

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