Representantes do setor de combustíveis alertaram nesta quinta-feira, 9, que o aumento da quantidade de biodiesel misturado ao diesel precisa seguir critérios técnicos rigorosos. Eles afirmam que dificuldades momentâneas e variações no mercado internacional não devem servir de desculpa para afrouxar os padrões de qualidade.
A nota, assinada pelas principais associações do setor como IBP, Abicom, Sindicom, Fecombustíveis, Brasilcom e SindTRR, responde à intenção do governo de acelerar o aumento da mistura de 15% para 17%, conforme previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro, para ampliar a oferta de diesel em meio à escassez e aos preços elevados.
O Brasil conta com uma frota diversificada de veículos a diesel, e, nesse cenário, respeitar o consumidor final e garantir a eficiência da cadeia logística nacional dependem de especificações técnicas rigorosas que não podem ser flexibilizadas por questões temporárias do mercado, destaca a nota.
As entidades reconhecem que aumentar o uso de biocombustíveis na matriz energética é fundamental para reduzir as emissões do transporte, mas reforçam que essa expansão deve ser baseada em critérios técnicos claros e regras estáveis, assegurando uma transição energética segura e viável.
O grupo enfatiza que a aplicação completa da Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) requer comprovação técnica da viabilidade do aumento da mistura, incluindo testes detalhados em laboratório e em campo, antes que qualquer mudança seja implementada.
Estadão Conteúdo

