O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) investiga um esquema de fraudes milionárias envolvendo servidores do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). De acordo com a denúncia, Alexandre Macedo da Rosa, servidor do Detran, usava suas credenciais para alterar o sistema Getran e compartilhava o acesso com outras pessoas.
Shana Rodrigues Macedo, esposa de Alexandre, teria disponibilizado sua conta bancária para receber propina, frequentemente via Pix, para esconder a origem ilegal do dinheiro. Cerca de 600 transações foram realizadas usando a senha de uma servidora em horários irregulares.
A operação que desarticulou a quadrilha ocorreu em maio, conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte. Além do casal, outros envolvidos são Caio Raffael Furtado e Pedro Cruz Filho, que também estão sob investigação.
O grupo cobrada aproximadamente R$ 2.000 por cada alteração fraudulenta no sistema, realizada por meio de despachantes que atraíam clientes interessados nos serviços ilegais. O esquema também incluía a retirada irregular de multas e restrições administrativas, movimentando cerca de R$ 1 milhão.
Para manter a operação, foram criados usuários não vinculados ao órgão, chamados de “fantasmas”, para executar as fraudes após a perda do acesso original. Os investigados responderão por organização criminosa, corrupção, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos.
Desde junho, o casal está sob custódia da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, e a defesa tenta revogar a prisão preventiva com vários pedidos judiciais. O Detran-DF afirmou que reforçou a segurança dos seus sistemas e adotou medidas administrativas contra os servidores envolvidos.
