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sábado, 31/01/2026

Sérgio Nahas é preso em São Paulo por assassinato da esposa em 2002

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O empresário Sérgio Nahas, 61 anos, chegou a São Paulo na tarde de sexta-feira (30) para começar a cumprir uma pena de oito anos por ter assassinado sua esposa, Fernanda Orfali, 23 anos, em 2002.

Nahas foi capturado na praia do Forte, em Mata de São João (BA), no sábado (17), depois de ser identificado por câmeras de segurança, conforme informado pela Polícia Militar. Ele foi trazido por um avião da Polícia Civil de São Paulo, após autorização da Justiça da Bahia. A defesa do empresário não foi localizada para comentários.

A transferência foi solicitada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. Após desembarcar no aeroporto Campo de Marte, na zona norte da capital paulista, Sérgio Nahas passou por procedimentos padrão, incluindo exames no Instituto Médico Legal (IML). Ele deverá cumprir a sentença na penitenciária 2 de Potim, no interior do estado, onde chegou na noite de sexta-feira, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária.

Pena de empresário é aumentada em 2025

Em maio de 2025, atendendo a pedido do Ministério Público de São Paulo, o Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou a pena de Sérgio Nahas para 8 anos e 2 meses em regime fechado.

Em 2018, ele havia sido condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Na época, recorreu ao STF e estava em liberdade aguardando o julgamento virtual, que ocorreu recentemente.

A advogada de Nahas, Adriana Machado e Abreu, declarou na época que iria usar todos os recursos legais para evitar uma condenação que considerava injusta.

Fernanda Orfali foi assassinada com dois tiros no apartamento do casal em Higienópolis, no dia 14 de setembro de 2002. Sérgio Nahas afirmou à polícia que, após uma discussão, ela se trancou no closet e cometeu suicídio.

Entretanto, testemunhas disseram que o barulho do arrombamento ocorreu antes dos tiros. O laudo da perícia revelou que o disparo fatal foi feito a uma distância maior que 50 centímetros, contradizendo a versão do empresário, segundo o promotor responsável pelo caso, Roberto Tardelli.

Além disso, o exame da Polícia Científica não encontrou vestígios de pólvora nas mãos de Fernanda, embora a defesa tenha argumentado que a arma poderia ter deixado marcas apenas na roupa.

Roberto Tardelli denunciou Sérgio Nahas por homicídio duplamente qualificado. Ele chegou a ficar preso por 37 dias por porte ilegal de arma, mas foi liberado por decisão da Justiça.

Durante a investigação, a polícia apontou que o motivo do crime seria que Fernanda havia descoberto um caso extraconjugal do empresário e que ele usava drogas. Na época da morte, as malas de Fernanda estavam prontas e ela buscava um novo emprego.

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