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domingo, 31/08/2025

Senadores visitam EUA durante disputa tarifária e encontram-se com Vieira

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A delegação de senadores brasileiros que viaja aos Estados Unidos no contexto do aumento de tarifas de 50% anunciado pelo presidente Donald Trump reuniu-se nesta quarta-feira (23/7) com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e representantes do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (Mdic).

Coordernada pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), Nelsinho Trad (PSD-MS), a equipe formada por quatro senadores deverá manter conversas com membros do Congresso norte-americano em Washington D.C. entre os dias 28 e 30 de julho. As tarifas definidas por Trump entrarão em vigor em 1º de agosto.

Embora o grupo não tenha papel direto nas negociações oficiais com o governo dos EUA, seu objetivo é promover o diálogo com legisladores e empresários, buscando fortalecer os laços diplomáticos entre os dois países.

No encontro, realizado de maneira remota, o chanceler do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abordou as medidas adotadas pela diplomacia brasileira para enfrentar a crise comercial. A principal equipe do governo é liderada pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin (PSB).

Composição da delegação:

  • Presidente: Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da CRE
  • Senadores titulares: Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo; Tereza Cristina (PP-MS); Fernando Farias (MDB-AL)
  • Suplentes: Astronauta Marcos Pontes (PL-SP); Esperidião Amin (PP-SC); Rogério Carvalho (PT-SE); Carlos Viana (Podemos-MG)

Estudo da CRE aponta riscos para empregos

Segundo levantamento da comissão do Senado, quase 2 milhões de postos de trabalho em quatro estados podem ser ameaçados caso as tarifas de Trump sejam implementadas. Os setores do agronegócio, metalurgia, energia e celulose deverão ser os mais afetados.

Nos EUA, estados como Califórnia, Flórida, Texas e Nova Jersey têm relações comerciais próximas com o Brasil, e uma interrupção na cadeia produtiva poderia impactar até US$ 22 bilhões em importações brasileiras, abrangendo produtos como café, petróleo, ferro, aço, carnes e celulose.

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