O Senador Flávio Bolsonaro, sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e suas duas filhas atravessaram a fronteira para a Argentina na noite de terça-feira (27), entrando pelo Paso Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, conforme informações da Direção Nacional de Migrações da Argentina.
Às 22h50 do dia 27/10, a entrada pelo controle fronteiriço foi registrada sem problemas legais, segundo comunicado oficial. Pouco depois, às 23h30, o grupo embarcou em um voo privado da Baires Fly S.A. com destino a Guayaquil, no Equador. A aeronave pousou no Equador por volta das 6h, conforme indicado pela plataforma Flight Radar.
O avião utilizado, um Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, foi monitorado pelo piloto Mauro Mattosinho, que confirmou a presença do senador na lista de passageiros na noite anterior. Apesar disso, o senador não compareceu ao embarque no horário inicial, e o avião permaneceu na pista até a decolagem às 0h20 do dia 28.
O plano de voo incluía uma parada para reabastecimento em Guayaquil. A rota usada evitou o espaço aéreo brasileiro, resultando em maior consumo de combustível. A empresa Baires Fly não respondeu às solicitações de esclarecimentos sobre o voo.
A movimentação do voo atraiu grande interesse, chegando a quase 4.000 pessoas acompanhando ao vivo durante a madrugada.
Fontes argentinas informaram que o senador esteve em Porto Iguaçu, Misiones, até a madrugada de quarta-feira. Um veículo branco foi visto chegando ao aeroporto, mas os ocupantes não foram identificados.
O ex-presidente Donald Trump afirmou que apoiaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, mas disse desconhecer seu paradeiro atual. O governo americano confirmou a concessão de vistos para o senador e seus familiares.
O coordenador de campanha do senador, Rogério Marinho, declarou não saber onde Flávio Bolsonaro está, enquanto aliados cogitam que ele busca asilo nos EUA.
Após sua derrota eleitoral para o presidente Lula, Flávio Bolsonaro inicialmente anunciou que pediria a anulação das eleições, mas depois desistiu dessa iniciativa e afirmou que permaneceria no Brasil para liderar a oposição.
Uma deputada argentina apresentou denúncia ao Ministério Público local para que se investigue a entrada do senador e a operação que poderia ter sido montada para levá-lo aos Estados Unidos. Ela ressaltou que as fronteiras argentinas não são corredores especiais e que as decisões judiciais devem ser respeitadas sem conivências.

