FOLHAPRESS
O Senado criou um grupo de trabalho que pode fortalecer as proteções dentro do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, afirmou nesta quarta-feira (11) o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Isso acontece frente às preocupações de setores do agronegócio sobre os impactos das novas regras.
Em entrevista, Alckmin ressaltou que as discussões serão feitas com muita atenção e afirmou que o acordo traz grandes vantagens para o país.
“Quero tranquilizar a todos, o Senado formou um grupo importante para aprimorar todas as proteções necessárias”, disse ele.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), representante do agronegócio, que estava na entrevista junto com Alckmin, comentou que setores como os de laticínios e vinhos estão preocupados com como o acordo pode afetar suas produções.
O acordo prevê medidas temporárias de proteção que podem controlar a importação de determinados produtos.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já havia mencionado algo parecido em resposta às medidas aprovadas pelos europeus para lidar com a resistência de agricultores, principalmente franceses, ao tratado.
Assinado e aprovado em janeiro, o acordo é visto como uma forma de a União Europeia e o Mercosul conquistarem maior independência em um cenário mundial dominado por China e Estados Unidos.
Os países do cone sul querem facilitar o acesso ao mercado europeu, enquanto a UE busca ampliar sua influência em setores onde é forte, como tecnologia, indústria e medicamentos.
Espera-se que o acordo diminua tarifas em mais de 90% do comércio entre os dois blocos, impulsionando exportações europeias de carros, máquinas e bebidas, além de facilitar a entrada de produtos sul-americanos como carne e soja na Europa.
