Senadores próximos avaliam que, após um período de impasse, a aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) está mais provável. A sabatina foi marcada para 29 de abril pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar.
Messias tem três semanas para conversar com os parlamentares e superar as resistências. Seu perfil técnico e conhecimento jurídico são pontos positivos; contudo, a ligação com o PT e a relação fria entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre complicam sua situação.
A disputa interna no Senado contribuiu para atrasos. Davi Alcolumbre preferia Rodrigo Pacheco para a vaga, o que gerou resistência à indicação de Messias.
Demora no processo
A sinalização da sabatina ocorre após meses de morosidade, causada por fatores políticos e institucionais. Embora Lula tenha anunciado Messias em novembro de 2025, a formalização só ocorreu em abril de 2026.
Davi Alcolumbre chegou a definir datas para a sabatina, mas recuou para reorganizar o calendário, avaliando que Messias não tinha apoio suficiente naquele momento.
O lento andamento contrasta com outras indicações recentes, como a aprovação rápida de Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Desafios para Messias
Desde o ano passado, Messias vem buscando apoio entre os senadores por meio de visitas informais. Agora, o processo entra em fase decisiva na CCJ, onde deverá responder sobre sua trajetória e temas delicados.
Depois da sabatina, a comissão emitirá um parecer que precisa de maioria simples para avançar ao plenário. A decisão final requer maioria absoluta, com pelo menos 41 votos favoráveis em votação secreta.

