A Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) informou que o prazo para os motoristas de aplicativo emitirem o dístico com QR Code terminou nesta segunda-feira (23). Cerca de 30 mil motoristas já estão cadastrados e com o código em mãos, enquanto aproximadamente 3 mil ainda precisam se regularizar.
Segundo o subsecretário de Serviços da secretaria, Wallisson Perônico, existem 63 mil cadastros no sistema, porém apenas 33 mil motoristas estão ativos no DF. A última atualização revelou que 30 mil já retiraram o QR Code e 3 mil ainda precisam se cadastrar.
Não haverá nova prorrogação do prazo, conforme decisão discutida em reunião com o secretário Zeno Gonçalves. A Semob destaca que o cronograma já foi estendido anteriormente e que o encerramento ocorreu conforme planejado.
Motoristas com dificuldades para emitir o QR Code devem procurar atendimento presencial no edifício Infra. Problemas com cadastro do veículo devem ser resolvidos junto às plataformas como Uber e 99, enquanto questões pessoais são avaliadas caso a caso. O sistema está funcionando normalmente.
A implementação do QR Code visa melhorar a fiscalização e combater o transporte irregular. Locais como a Rodoviária Interestadual de Brasília, o Aeroporto Internacional e grandes eventos são pontos com registro de motoristas clandestinos. O QR Code permitirá que passageiros confirmem se o motorista está regularizado, trazendo mais segurança e estímulo para os profissionais cadastrados.
Entre os motoristas, as opiniões variam. Leandro Rodrigues, do Gama, 29 anos, motorista há três anos, relata que se cadastrou facilmente antes do prazo final. Já Cristiane de Souza Lima, 43 anos, motorista recente e técnica de enfermagem, acredita que a medida aumenta a segurança para todos. Ela lembra casos de risco enfrentados por colegas.
O selo com QR Code deve ser fixado no veículo para que passageiros e agentes conferiram a situação do condutor e do carro. As empresas têm 90 dias para se adaptar completamente às regras.
Por outro lado, Fernando Oliveira Feitosa, 46 anos, motorista há um ano, afirma que muitos motoristas ainda não entendem bem a obrigatoriedade e que não receberam informações claras da Semob. Ele diz que a medida pode não trazer grandes mudanças na prática e reclama da falta de segurança para os motoristas.
Fernando ressalta que, ao pedir uma corrida, o passageiro vê dados do motorista, mas o contrário não ocorre. Ele também destaca a necessidade de maior fiscalização nas plataformas e lembra que taxistas passam por vistorias e pagam taxas anuais. O tempo para aceitar corridas é curto, e ele calcula rapidamente o ganho por quilômetro para decidir aceitá-la.
Enquanto a Secretaria vê o QR Code como avanço na fiscalização e combate ao transporte irregular, alguns motoristas pedem mais diálogo e garantias para a categoria. O tema segue em debate nas ruas e nas plataformas digitais que movimentam muitas corridas diariamente no Distrito Federal.

