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segunda-feira, 16/03/2026




Selic deve cair 0,25 ponto nesta semana, diz mercado

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Em Brasília

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) estará reunido esta semana para decidir sobre a taxa básica de juros, conhecida como Selic. O mercado financeiro espera que a Selic seja reduzida em 0,25 ponto percentual, passando para 14,75% ao ano.

Essa previsão está no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16), que reúne as expectativas de várias instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, o nível mais alto desde julho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano.

Na última reunião, em janeiro, o Copom já havia indicado que começaria a diminuir os juros em março, caso a inflação continuasse controlada e o cenário econômico não apresentasse surpresas. Os juros, porém, serão mantidos em patamares ainda elevados.

Inicialmente, o mercado esperava um corte maior, de 0,5 ponto percentual, mas reduziu essa estimativa diante do aumento nas expectativas de inflação, efeito da guerra no Irã e da alta dos preços do petróleo, que afetam a inflação futura.

Segundo o boletim Focus, a expectativa para a Selic ao fim de 2026 subiu de 12,13% para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, as projeções são de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, e para 2029, 9,5%.

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Quando está alta, ela reduz o consumo ao encarecer o crédito e estimula a poupança, o que pode frear o crescimento econômico. Sua diminuição barateia o crédito, incentivando o consumo e a produção, embora possa dificultar o controle da inflação.

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tem previsão de subir de 3,91% para 4,1% em 2026, permanecendo dentro da meta oficial. Para 2027, espera-se 3,8% e, em 2028 e 2029, 3,5% ao ano.

Em fevereiro, o IPCA subiu 0,7%, mais que o 0,33% registrado em janeiro, acumulando 3,81% nos últimos 12 meses, com alta em transporte e educação, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sobre o crescimento econômico, as instituições financeiras ajustaram para 1,83% a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026. Para os anos seguintes, estimativas apontam crescimento de 1,8% em 2027 e 2% para 2028 e 2029. O ano de 2025 teve crescimento de 2,3%, impulsionado por todos os setores, principalmente a agropecuária, que acumula cinco anos consecutivos de avanço, segundo o IBGE.

Quanto ao câmbio, a expectativa é de que o dólar finalize este ano cotado a R$ 5,40 e, em 2027, a R$ 5,47.




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