Na preparação para a Copa do Mundo de 2026, o governo dos Estados Unidos intensificou as medidas de segurança para o evento. O país anunciou que aumentará o compartilhamento de informações para monitorar possíveis ameaças durante o torneio.
O senador e secretário interino do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, afirmou que o Escritório de Inteligência e Análise, responsável por coordenar informações entre autoridades locais, federais e internacionais, desempenhará papel fundamental.
“O Escritório trabalhará com parceiros para garantir a segurança da Copa do Mundo da Fifa”, destacou Mullin.
O diretor do FBI, Kash Patel, também anunciou recentemente uma estratégia para o torneio, envolvendo equipes especializadas, como unidades de resgate de reféns, agentes da SWAT, especialistas em explosivos, analistas comportamentais e operadores de sistemas antidrone.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, com uma estrutura inédita: 48 seleções disputarão 104 partidas ao longo de 39 dias.
Críticas nas áreas de segurança e imigração
- O aumento das medidas de segurança ocorre em meio a críticas à política migratória do governo do presidente Donald Trump.
- Nos últimos tempos, atletas e profissionais ligados ao torneio relataram dificuldades para entrar nos Estados Unidos.
- Integrantes da delegação do Irã, incluindo o presidente da federação nacional, Mehdi Taj, tiveram pedidos de visto negados.
- O árbitro somali Omar Artan, selecionado para atuar na Copa, teve a entrada negada após mais de 11 horas de interrogatório em um aeroporto americano.
- Jogadores das seleções de Senegal e Uzbequistão passaram por revistas e inspeções reforçadas durante deslocamentos no país.
Preocupações com direitos humanos
Organizações da sociedade civil expressam preocupação com as medidas do governo Trump relacionadas à política migratória. Mais de 120 entidades americanas alertaram torcedores, jornalistas e membros de delegações sobre possíveis riscos durante a Copa.
Essas preocupações incluem negativas arbitrárias de entrada, detenções prolongadas e deportações que poderiam afetar visitantes internacionais.
Por outro lado, o governo norte-americano defende que as fiscalizações são essenciais para garantir a segurança do evento e que as decisões em imigração são tomadas individualmente com base em critérios de segurança nacional.
