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sábado, 30/08/2025

Secretário critica sanção dos EUA como injusta

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O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, expressou nesta quarta-feira (13/8) sua insatisfação com a decisão do governo dos Estados Unidos de cancelar seu visto e aplicar restrições de viagem. Ele considera essa ação injusta e ressaltou que não apaga os benefícios trazidos pelo programa Mais Médicos, criado durante a primeira gestão de Alexandre Padilha na pasta, no governo de Dilma Rousseff (PT).

Sales, que contribuiu para a criação do programa, destacou que o Mais Médicos foi crucial para ampliar o atendimento básico no Brasil e levar profissionais a áreas com escassez de médicos.

“O Programa Mais Médicos pelo Brasil é uma iniciativa essencial do Governo Federal para garantir atendimento de saúde a milhões de brasileiros em todo o território nacional”, declarou.

Ele lembrou que, ao estabelecer o programa, houve uma cooperação internacional com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), possibilitando a atuação de médicos cubanos no Brasil, algo que já ocorre em 58 países com diferentes orientações políticas.

“Graças a essa iniciativa, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades ofereceu atenção básica e cuidados essenciais a quem mais precisava, reduzindo dores, sofrimentos e mortes”, afirmou.

Sales também salientou que a política pública contou com grande aprovação popular, atingindo 87% de apoio segundo pesquisa Datafolha de 2013, além de apresentar resultados positivos confirmados por estudos científicos.

“Esta sanção injusta não abala minha convicção de que o Mais Médicos é um programa que protege a vida e representa a essência do SUS, o maior sistema público de saúde do mundo – universal, integral e gratuito”, concluiu.

Acusações e sanções dos EUA

Mais cedo, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou o cancelamento de vistos e restrições a vários funcionários brasileiros, ex-funcionários da OPAS e seus familiares, alegando envolvimento em um suposto esquema coercitivo para exportar mão de obra do governo cubano por meio do programa brasileiro.

De acordo com a acusação, autoridades brasileiras teriam utilizado a OPAS como intermediária para contornar exigências legais e sanções dos EUA contra Cuba, repassando recursos ao governo cubano que deveriam ser pagos aos médicos.

Washington afirmou que muitos profissionais cubanos relataram exploração e retenção de parte de seus salários.

Além de Mozart Sales, Alberto Kleiman também foi afetado pela revogação do visto. Kleiman atuou no Ministério da Saúde durante o planejamento e implementação do programa.

“Nossa ação envia uma mensagem clara de que os Estados Unidos responsabilizam aqueles que facilitam o esquema de trabalho forçado do regime cubano,” disse o Departamento de Estado em comunicado.

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