Segundo relatório da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a situação de seca no Brasil piorou entre outubro e novembro, afetando 19 estados e chegando a 68% do território nacional, um aumento em comparação aos 59% do levantamento anterior.
A seca se agravou em estados como Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Enquanto isso, no Amapá, Distrito Federal e Santa Catarina a condição da seca permaneceu estável. No Rio Grande do Sul, o fenômeno voltou a ser observado em novembro, e houve melhora da situação no Acre, Amazonas, Bahia e Paraná.
Em novembro de 2025, oito estados apresentaram seca em 100% do seu território: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Nos demais estados, os percentuais variaram entre 27% e 94%.
O Mato Grosso é o estado com a maior área afetada pela seca, seguido por Amazonas, Minas Gerais, Bahia e Pará. Ao todo, aproximadamente 5,7 milhões de quilômetros quadrados, ou 68% do território brasileiro, estavam sob condições de seca entre outubro e novembro.
A região Nordeste teve a situação mais crítica, com 21% da área sob seca extrema, enquanto o Sul registrou o fenômeno de forma mais branda. No Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, a seca piorou, no Sul houve melhora, e no Norte a situação permaneceu estável.
Cantareira
O relatório da ANA também indica que o Sistema Cantareira, que abastece a Região Metropolitana de São Paulo, continuará em nível crítico em janeiro, operando na faixa 4 de restrição.
Os reservatórios fecharam dezembro com volume útil de 20,18%, uma redução de 0,81 ponto percentual em sua capacidade total. Por isso, a Sabesp manterá o uso de até 23 metros cúbicos por segundo em janeiro.
Estadão Conteúdo

