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Saúde

Saúde reserva R$ 250 milhões para zerar fila de espera por cirurgias eletivas

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As cirurgias eletivas, fazem parte do atendimento diário oferecido à população em hospitais de todo o país.

O Ministério da Saúde reservou R$ 250 milhões a mais para aumentar o número de cirurgias eletivas a serem realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os repasses começam a ser feitos já em janeiro para diminuir as filas para 53 tipos de procedimentos que incluem catarata, varizes, hérnia, vasectomia e laqueadura, além de cirurgia de artroplastia de quadril e joelho, entre outras com grande demanda.

Os procedimentos com maior demanda são os oftalmológicas, para tratamento de catarata e de suas consequências, e para tratamento de doenças da retina, seguida de cirurgia para correção de hérnias e retirada da vesícula biliar.

De acordo com o Ministério da Saúde a expectativa é zerar a fila de espera de pacientes que aguardam por esses procedimentos — que não têm caráter de urgência e são de média complexidade.

As cirurgias eletivas, fazem parte do atendimento diário oferecido à população em hospitais de todo o país. Dados registrados no sistema de informação do SUS mostram que ao longo de 2018 foram realizadas 2,4 milhões de cirurgias eletivas em todo país.

Até outubro de 2019, foram 2 milhões de procedimentos realizados em todos os estados brasileiros.

Os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, responsáveis pela organização e a definição dos critérios que garantam o acesso do paciente aos procedimentos cirúrgicos eletivos, podem se programar para utilização os recursos de acordo com as demandas da população de cada estado.

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Brasília

Ministério da Saúde faz alerta para quem não tem vacina da febre amarela

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População das regiões Sul e Sudeste estão no centro da atenção; 38 macacos contaminados morreram nos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina

Campanha de vacinação contra febre amarela em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

São Paulo – O Ministério da Saúde fez um alerta nesta quarta-feira (15) para quem ainda não se vacinou contra a febre amarela. As regiões Sul e Sudeste estão no centro da atenção porque, segundo a pasta, 38 macacos contaminados morreram nos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

O alerta se dá porque o número de pessoas vacinadas nas regiões Sul e Sudeste é baixo, o que contribui diretamente para os casos da doença.

De julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano, 327 casos suspeitos de febre amarela foram registrados na população. Desse total, 80 casos estão em investigação e um foi confirmado – a vítima morreu no Pará em decorrência da doença.

Quem ainda não se vacinou contra a febre amarela deve procurar uma unidade pública de saúde. Segundo o Ministério, se houver necessidade de reabastecimento, há estoque da vacina disponível.

O público-alvo para vacinação são pessoas a partir de nove meses de vida a 59 anos. Neste ano, as crianças passaram a ter um reforço da dose aos quatro anos de idade.

Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre – que é transmitida por mosquitos que vivem no campo e na floresta. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre.

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Saúde

Onze estados podem ter surto de dengue em 2020, diz Ministério da Saúde

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Estação quente e chuvosa favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti; registros da doença já aumentaram 488% em 2019 sobre 2018

Aedes aegypti dengue (Smith Collection/Getty Images)

São Paulo – Onze estados brasileiros poderão ter surto de dengue a partir de março deste ano, segundo informações do Ministério da Saúde. Todos os estados da região Nordeste, além do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, são considerados de maior risco para doença.

O alerta acontece porque o tipo 2 do vírus da dengue voltou a circular no fim do ano de 2018, depois de 10 anos sob controle, e desde então, vem encontrando populações suscetíveis à doença.

Existem quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Cada pessoa pode ter os 4 sorotipos, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente. O sorotipo 2 é o com potencial mais grave.

A situação pode piorar em breve porque as contaminações aumentam no verão, já que a estação quente e chuvosa é mais propícia para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus.

Em 2019, o Brasil contabilizou 1.544.987 casos prováveis de dengue e 782 mortes, segundo dados preliminares do Ministério da Saúde. Os registros da doença aumentaram 488% na comparação com 2018.

O crescimento, de acordo com a pasta, foi atípico. Isso porque em 2017 e 2018 poucos casos haviam sido registrados, na comparação com 2015 e 2016.

Para tentar reduzir o número de casos de dengue no país, o Governo Federal iniciou uma campanha de mobilização em setembro do ano passado, antes do período de piora da incidência da doença.

Além disso, o Ministério da Saúde informa que visitou todos os estados da região Nordeste para repassar orientações para o controle do vírus.

Zika e chikungunya

O Ministério da Saúde alerta ainda para o risco de aumento dos registros de zika e chikungunya – doenças que também são transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti.

Em gestantes, a infecção por zika também pode causar microcefalia nos bebês. No ano passado, o Ministério da Saúde registrou 10.708 casos de zika, um aumento de 30% em relação ao ano de 2018. Mas houve queda na mortalidade com três mortes contabilizadas, contra oito em 2018.

Já em relação à chikungunya, foram 132.205 casos registrados em 2019, cerca de o dobro do ano anterior.

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Saúde

O que é um anticorpo monoclonal?

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Cada vez mais surgem novos exemplares dessa classe de medicamentos. Entenda de onde eles vêm e como trabalham dentro da gente

Os anticorpos monoclonais combatem de doenças autoimunes a câncer. (Ilustração: Eduardo Pignata e Erika Onodera/SAÚDE é Vital)

Você já deve ter lido essa expressão nas reportagens da SAÚDE, né? Anticorpos monoclonais nada mais são que remédios de origem biológica famosos pela precisão e criados para combater de câncer a doenças autoimunes.

Mas, antes de entender de onde eles vêm e como trabalham dentro da gente, conheça três preceitos que envolvem essa história.

  1. O que é um anticorpo: trata-se de uma proteína produzida por células de defesa do organismo para nos defender de invasores.
  2. E o monoclonal: é uma versão fabricada em laboratório a partir de células vivas. Todos têm a mesma origem e o mesmo alvo.
  3. Para que serve: injetável, esse remédio pode bloquear moléculas-chave, marcar células para serem destruídas etc.

A ação do anticorpo monoclonal

(Infográfico: Eduardo Pignata e Erika Onodera/SAÚDE é Vital)

Que palavrão!

Rituximabe, trastuzumabe, adalimumabe… A nomenclatura dos anticorpos monoclonais causa no mínimo estranhamento. Mas há uma lógica por trás.

O “mabe” do final indica que é um remédio dessa classe. A antepenúltima sigla revela o tipo de molécula: “zu”, por exemplo, é de “humanizada”. Na sequência vem o termo que identifica o alvo: “tu” é de tumor. E o prefixo inicial é de livre escolha.

Tipos de remédio que modulam a imunidade para encarar o câncer

Monoclonal clássico: o anticorpo tem um alvo certo e induz uma reação das defesas para destruir células tumorais e deter seu avanço.

Imunoterápico: o medicamento tira o freio do sistema imune para desatar um contra-ataque mais potente contra o câncer.

Conjugado: ainda em pesquisa, é um anticorpo que carrega doses de quimioterápicos ou radiofármacos.

Doenças tratadas com anticorpos monoclonais

  • Tumores sólidos
  • Leucemias e linfomas
  • Artrite reumatoide
  • Lúpus
  • Esclerose múltipla
  • Enxaqueca
  • Doenças inflamatórias intestinais
  • Psoríase e dermatite atópica

Fontes: Ana Maria Moro, bióloga do Laboratório de Biofármacos em Células Animais do Instituto Butantan (SP); Workshop sobre Biotecnologia da Libbs

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