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quinta-feira, 09/04/2026

Saúde lança programa de saneamento para indígenas com investimento de R$ 187 milhões

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Em Brasília

Em Brasília, nesta quinta-feira (9), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou várias medidas para melhorar a saúde dos povos indígenas, durante um encontro com líderes dessas comunidades. Entre as ações, foi lançado o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), com um investimento de R$ 187 milhões para 2026. Desse valor, R$ 132 milhões serão destinados ao abastecimento de água, R$ 36 milhões para o esgotamento sanitário e R$ 19 milhões para o manejo dos resíduos sólidos.

Padilha destacou que o programa é feito para atender às necessidades específicas de cada região, com soluções construídas ouvindo as comunidades indígenas. A secretária da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), Lucinha Tremembé, ressaltou que o saneamento é uma necessidade antiga e que as soluções foram planejadas considerando as demandas locais.

Além do saneamento, o Ministério da Saúde realizará mutirões por meio do programa ‘Agora Tem Especialistas’, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS). Essas ações oferecerão cerca de 12 mil atendimentos em áreas como clínica médica, pediatria, ginecologia, oftalmologia e dermatologia, alcançando aproximadamente 650 aldeias em cinco Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) localizados em áreas de difícil acesso. Durante o Abril Indígena, carretas de saúde da mulher realizarão consultas e exames em cidades como Santarém (PA), Pacaraima (RR), São João das Missões (MG) e Barra do Garças (MT).

No programa Novo PAC Saúde, Padilha assinou ordens para construir 22 novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) em seis estados (CE, MA, MT, PA, PR, PB e SC), com investimento de R$ 20,7 milhões, beneficiando cerca de seis mil indígenas até 2026. Seis UBSI já foram inauguradas em abril, e a meta é entregar 109 unidades até 2027, das quais 42 já foram concluídas e 67 estão em construção.

A atual gestão aumentou em 93% os investimentos na saúde indígena, totalizando R$ 2,9 bilhões em 2025. Entre os avanços, vale destacar o crescimento de 288% no número de médicos, que passou de 188 para 731 entre 2022 e 2025, e a expansão da rede de saúde, que cresceu 128%, passando de 38 para 87 unidades. No território Yanomami, o número de profissionais triplicou, indo de 690 para mais de 2.130 desde 2023. Além disso, 738 aldeias receberam sistemas de água potável e as obras de saneamento aumentaram 189%, de 96 para 278 no período.

Em parceria com a AgSUS, serão oferecidas 150 vagas no Programa Primeiro Emprego Indígena e 110 vagas no Jovem Aprendiz, priorizando indígenas de 14 a 22 anos nos 34 DSEI. Atualmente, 69% da força de trabalho nessas regiões é indígena. Em 2026, todos os estados brasileiros terão estruturas de saúde indígena, incluindo cinco novas UBSI inauguradas no Piauí e Rio Grande do Norte.

O Brasil conta com 34 DSEI, 388 polos base de saúde indígena, 70 Casas de Saúde Indígena (CASAI) e 1.003 UBSI. Lideranças indígenas, como o cacique Raoni Metuktire, ressaltaram a importância de proteger as terras indígenas para garantir a saúde dos povos, defendendo a continuidade dos avanços.

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