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segunda-feira, 02/02/2026

Saúde indígena no Vale do Javari terá nova plataforma flutuante

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O Ministério da Saúde liberou R$ 1,5 milhão para construir uma nova plataforma flutuante no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Vale do Javari, localizado em Atalaia do Norte, Amazonas. Essa instalação ficará às margens do rio Javari e terá a função de facilitar o embarque e desembarque de pacientes, além de atracar embarcações da saúde indígena e armazenar equipamentos e suprimentos para as unidades de saúde e aldeias da região.

A nova plataforma vai substituir a antiga, que estava em condições ruins e oferecia riscos para trabalhadores e indígenas. A previsão é que a obra fique pronta até dezembro de 2026.

Kora Kanamari, coordenador do DSEI Vale do Javari, destacou a importância da nova infraestrutura para melhorar a saúde indígena no local. Ele disse que essa estrutura vai garantir mais segurança no transporte e melhores condições para oferecer serviços de saúde com qualidade, além de preservar o patrimônio público e usar os recursos de forma responsável.

Bruno Cantarella, diretor do Departamento de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena (Deamb), da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), reforçou o compromisso do Ministério da Saúde com os povos indígenas em todo o Brasil. Ele ressaltou que a Sesai investe continuamente em infraestruturas que respeitam as características e necessidades de cada povo, para garantir um atendimento de saúde digno e eficaz.

O DSEI Vale do Javari fica na região norte do Amazonas, na fronteira com o Peru, abrangendo uma área de mais de 8,5 milhões de hectares. O distrito atende cerca de 6.432 indígenas de várias etnias, como Marubo, Mayuruna/Matsés, Kanamari, Kulina, Korubo, Matis, Tsohom Djapa e Ticuna, distribuídos em 74 aldeias. Ele conta com oito Polos Base, 24 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e uma Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai). Na região, que é conhecida por ter a maior concentração de povos indígenas isolados e de contato recente no mundo, trabalham 369 profissionais de saúde que se deslocam por vias fluviais ou aéreas. Em 2023, o investimento total na região passou de R$ 47,5 milhões.

*Informações fornecidas pelo Ministério da Saúde

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