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sexta-feira, 16/01/2026

Saúde indígena avança com novas unidades no Piauí e Rio Grande do Norte

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O Ministério da Saúde anuncia a criação das primeiras Unidades Básicas de Saúde Indígena nos estados do Piauí e Rio Grande do Norte. As ordens de serviço serão assinadas pelo secretário de Atenção à Saúde Indígena, Weibe Tapeba, nesta sexta-feira (16) em Piripiri (PI) e na próxima terça-feira (20) em João Câmara (RN). Com investimento superior a R$ 2,1 milhões, o projeto contemplará cinco unidades, beneficiando mais de 9 mil indígenas.

Essa é a primeira vez que estruturas de saúde indígena serão implantadas em estados sem Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), órgãos responsáveis pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Para isso, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) organizou os DSEI Ceará e Potiguara, que atuarão nessas regiões.

No Piauí, quatro UBSI serão construídas nas aldeias Serra Grande, Canto da Várzea, Sangue e Santa Teresa. Já no Rio Grande do Norte, a aldeia Amarelão receberá uma unidade. Essa iniciativa garante presença da saúde indígena em todos os 27 estados do país pela primeira vez.

Weibe Tapeba ressalta que essa expansão é uma forma de reparar um passado de descaso com os povos indígenas. “É a concretização da luta desses povos pelo direito a uma saúde indígena completa e adequada. A Sesai reafirma seu compromisso de assegurar os serviços em todo o território nacional”, afirmou.

Segundo dados do IBGE, o Piauí conta com cerca de 4,1 mil indígenas de etnias como Tabajara, Caboclo Gamela, Kariri, Caboclo da Prata, Akroá Gamela, Guegué de Sangue e Tapuios, distribuídos em dez municípios. No Rio Grande do Norte, vivem aproximadamente 5,4 mil indígenas das etnias Tapuia Paiacu, Tapuia Tarairiú, Potiguara e Caboclos do Açu seguindo tradições antigas.

O planejamento começou em 2024 com o cadastro das famílias nas aldeias. Em 2025, profissionais de saúde foram contratados para trabalhar exclusivamente na região. Para 2026 estão previstas ações de melhoria na logística e infraestrutura. Além disso, um Grupo de Trabalho para Reestruturação dos DSEI, criado em outubro de 2025, discute novos critérios para a implantação de unidades, levando em conta fatores como território, população e saúde epidemiológica.

*Com informações do Ministério da Saúde

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