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sexta-feira, 20/03/2026




Saúde e Ipea discutem índice de vulnerabilidade para o SUS

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Em Brasília

Nos dias 18 e 19 de março, o Ministério da Saúde e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizaram um seminário para discutir o Índice de Vulnerabilidade Social e Ambiental, com o objetivo de aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS).

O encontro pretende melhorar o uso de informações na criação de políticas públicas, incluindo fatores ambientais, como as mudanças no clima, no campo da saúde. A ideia é criar uma rede de pesquisadores e instituições para desenvolver esse índice.

Atualmente, o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) já é usado no SUS para ajudar na distribuição de recursos entre os municípios, conforme seu grau de vulnerabilidade. O secretário adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto, destacou a necessidade de incluir a questão ambiental, ressaltando que entender os efeitos das mudanças climáticas na saúde é fundamental para garantir uma cobertura eficiente e ações mais direcionadas. Ele também citou outras iniciativas, como o AdaptaSUS.

O diretor de programa da Secretaria Executiva, Nilton Pereira Junior, ressaltou a importância da integração entre diferentes áreas do SUS e a conexão entre desastres ambientais, como enchentes, e doenças, como a dengue, associadas ao desmatamento.

Outro ponto discutido foi o aumento das Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH), que permitem analisar dados dentro das cidades, indo além das análises por município. A presidente do Ipea, Luciana Servo, destacou que essa abordagem é uma antiga demanda, pois o Brasil é muito diverso e a atenção primária precisa estar presente em todos os detalhes.

Essa expansão alcançará todos os municípios com mais de 100 mil habitantes e as regiões metropolitanas, abrangendo mais de 60% da população brasileira. O coordenador-geral de Financiamento da Atenção Primária, Dirceu Klitzke, apontou que esse avanço é estratégico para entender com mais precisão as vulnerabilidades e ajudar na tomada de decisões sobre os serviços de saúde e as redes de atenção.

O seminário contou com oficinas envolvendo instituições de pesquisa e iniciou a criação de uma rede nacional de pesquisadores para apoiar o desenvolvimento metodológico e acompanhar as análises feitas pela cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e o Ipea.

Organizado em parceria com a Agência Nacional do Sistema Único de Saúde (AgSUS), o evento teve a participação de representantes da Casa Civil, dos ministérios do Planejamento e Orçamento, do Desenvolvimento e Assistência Social, do Meio Ambiente, e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).




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