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segunda-feira, 23/03/2026




Saúde de crianças indígenas terá prioridade no SUS

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Em Brasília

Amom Mandel, autor do Projeto de Lei 6434/25, propõe prioridade total na assistência à saúde de crianças e adolescentes indígenas no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa visa alterar a Lei Orgânica da Saúde para garantir atendimento prioritário e urgente a esse grupo, especialmente em crises humanitárias.

O projeto, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, determina que o SUS e o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi/SUS) promovam uma intervenção intersetorial imediata em emergências.

Além disso, estabelece que sejam monitorados trimestralmente indicadores críticos como desnutrição, mortalidade e morbidade infantil em territórios indígenas, com atenção especial às áreas em conflito ou de alta vulnerabilidade.

A proposta também obriga o Ministério da Saúde a divulgar a cada três meses dados sobre mortalidade e morbidade indígena detalhados por etnia, idade e causa, respeitando a proteção de dados pessoais.

Amom Mandel ressalta que tornar esses dados públicos é fundamental para dar visibilidade às situações críticas, permitindo que a sociedade civil, o Ministério Público e órgãos fiscalizadores atuem de forma eficaz.

O deputado destaca que o projeto responde a crises sanitárias recentes, como a enfrentada pelo povo Yanomami, onde elevadas taxas de óbitos infantis evidenciaram falhas no atendimento público.

Ele afirma que tal situação indica a ineficácia das estruturas de proteção estatal e viola o princípio constitucional da prioridade absoluta à criança, buscando transformar o atendimento de um modelo reativo para um sistema de prevenção e vigilância ativa.

Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal e sancionada pelo presidente da República.




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