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sexta-feira, 29/08/2025

Saúde capacita profissionais para identificar riscos de violência doméstica

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A Secretaria de Saúde (SES-DF), durante o Agosto Lilás, mês dedicado ao combate à violência contra a mulher, está promovendo treinamentos para profissionais da saúde sobre como apoiar pessoas que passam por violência sexual, doméstica e familiar. O objetivo é alertar esses profissionais sobre a importância da prevenção dessa violência. Um novo material informativo foi lançado para ajudar a identificar sinais e fatores que indicam risco de violência e feminicídio.

Elizabeth Maulaz, assistente social da SES-DF, destaca que identificar os sinais de perigo, como ameaças de morte, tentativas de estrangulamento, acesso fácil a armas pelo agressor, ciúmes excessivo, controle rigoroso sobre a mulher, isolamento social, aumento da violência, separação recente e uso de álcool ou drogas pelo agressor, pode salvar vidas.

Elizabeth reforça que todos na rede de saúde devem agir rapidamente e em conjunto, pois a violência contra a mulher é um problema que afeta toda a sociedade e não pode ser ignorado. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher.

Rede de Flores

Na quinta-feira (7), a Lei Maria da Penha completou 19 anos. Para ajudar mulheres que sofrem violência, a SES-DF conta com a Rede de Flores, composta por 17 centros especializados chamados Cepavs, espalhados por todas as regiões do Distrito Federal. Cada centro tem uma equipe qualificada para dar um atendimento humanizado e eficiente.

O Cepav Violeta, instalado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), realiza cerca de 150 atendimentos por mês, com mais de 20 acolhimentos semanais. Além do atendimento emergencial, oferece apoio psicológico para as vítimas, que em sua maioria são mulheres cis e transgênero, além de crianças. O serviço funciona de segunda a sexta, durante o dia, e recebe pacientes por demanda espontânea.

A psicóloga do Cepav Violeta, Marcela Novais Medeiros, comenta que pedir ajuda é um ato de coragem. Ela ressalta que a violência dentro da família pode apresentar vários tipos e tende a aumentar se não interrompida cedo. É importante que os responsáveis fiquem atentos a mudanças no comportamento das crianças, como ficar muito quieta, nervosa, ou evitar certas pessoas, e conversem para entender o que está acontecendo.

Nos Cepavs, as vítimas recebem cuidados especializados e é elaborado um plano para ajudar na recuperação dos efeitos da violência. A equipe também faz notificações e encaminhamentos para a rede de proteção do Governo do Distrito Federal.

A SES-DF utiliza o Formulário Nacional de Avaliação de Risco, adaptado para a realidade local, para ajudar na identificação do risco de violência doméstica e familiar contra mulheres, possibilitando intervenções para proteger as vítimas.

Saúde mental

A violência também causa impacto na saúde mental das mulheres. No Distrito Federal, pessoas que enfrentam problemas psicológicos podem buscar ajuda em uma rede integrada, que oferece desde cuidados básicos até tratamentos especializados. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da SES-DF atende pacientes de todas as idades e níveis de gravidade, oferecendo acompanhamento terapêutico e atendimento em crises.

As unidades básicas de saúde (UBSs) são o principal ponto de entrada para esses serviços, incluindo os de saúde mental. Para casos menos graves, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento em uma das 176 UBSs distribuídas em todo o Distrito Federal.

Com informações da Agência Brasília

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