O Ministério da Saúde iniciou uma consulta pública para receber sugestões sobre cinco protocolos que tratam de práticas odontológicas e vigilância. Esses documentos ficarão disponíveis por 30 dias na plataforma Brasil Participativo para que todos possam participar.
O objetivo é padronizar e melhorar os serviços oferecidos no SUS, baseando-se em estudos científicos recentes, para garantir um atendimento mais seguro para todos.
Os protocolos envolvem o uso de produtos com flúor, especialmente em populações indígenas e comunidades tradicionais, além de tratar doenças como endocardite infecciosa, problemas nos músculos da mandíbula e gengivite necrosante.
Edson Lucena, coordenador-geral de Saúde Bucal, explicou que esses documentos ajudarão a melhorar as práticas odontológicas, com prescrições e processos atualizados conforme as evidências mais confiáveis.
Qualquer pessoa cadastrada no gov.br pode participar, incluindo pesquisadores, professores, dentistas, técnicos, auxiliares e gestores da área de saúde bucal. As contribuições ajudam a criar políticas públicas melhores.
Entre os documentos em consulta, destaca-se o protocolo sobre o uso de produtos fluoretados na clínica odontológica, que orienta a aplicação de cremes dentais, enxaguantes e vernizes com flúor, considerando diferentes fases da vida e necessidades específicas.
Outro protocolo importante é para a utilização de verniz fluoretado em comunidades indígenas e tradicionais, buscando prevenir cáries respeitando suas culturas e territórios.
Também há orientações para a atenção básica na prevenção e tratamento da endocardite infecciosa, melhora da disfunção muscular da mandíbula e cuidados para gengivite necrosante, com métodos farmacológicos e não farmacológicos indicados.
A consulta pública ficará aberta até 12 de fevereiro e pode ser acessada na plataforma digital do governo federal, Brasil Participativo.
