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São Paulo tem dois casos de microcefalia com suspeita de ter relação com o zika

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As mães dos bebês vieram de estados do Nordeste e apresentaram sintomas de infecção por zika no início da gestação

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A capital paulista tem uma média de 10 a 15 casos de microcefalia por ano, causados por outros fatores, como rubéola e consumo de drogas. Os dois novos casos são os primeiros com suspeita de relação com o zika(Ricardo B. Labastier/ JC Imagem/Folhapress)

A cidade de São Paulo tem dois casos de microcefalia com suspeita de relação com o zika vírus. As gestantes vieram de Estados do Nordeste e tiveram sintomas da infecção nos primeiros meses de gravidez.

“Quando elas ainda estavam no Nordeste, tiveram febre e manchas vermelhas no corpo. Quando elas chegaram em São Paulo já não havia mais risco de transmição”, disse o secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, uma das mulheres deu à luz na semana passada, no Hospital Municipal Mário Degni, no Butantã, zona oeste da capital. Ela engravidou na Paraíba e passou o início da gestação naquele Estado, onde 96 casos de microcefalia já foram registrados. A segunda está com 36 semanas de gestação, mas a má-formação já foi diagnosticada durante um exame de imagem feito na Santa Casa de São Paulo. Ela veio de Pernambuco, estado com o maior número de registros até agora: 487.

O rastreamento dos casos foi possível graças a uma nova regra estabelecida pela secretaria no dia 11 de novembro, após o aumento de casos de microcefalia no país. “Orientamos todas as maternidades de São Paulo a, além de fazer o registro de microcefalia no momento do nascimento, buscar em exames de imagem, como ultrassons, suspeitas da má-formação e notificar a vigilância local quando há casos suspeitos”, explicou o secretário.

A capital paulista tem uma média de 10 a 15 casos de microcefalia por ano, causados por outros fatores como rubéola e consumo de drogas. Neste ano, já haviam sido notificados 12. Mas os dois novos casos são os primeiros com suspeita de relação com o zika. Até agora também não foram registrados casos autóctones (de transmissão interna) na cidade.

Foram confirmados dois casos autóctones do zika vírus no estado de São Paulo: um em Sumaré e outro em São José do Rio Preto.

Gravidez – O secretário reiterou a recomendação dos técnicos federais afirmando que as mulheres não devem ser desencorajadas a engravidar, mas devem redobrar os cuidados. “A dengue é potencialmente mais grave para uma grávida do que o zika porque pode causar a morte da gestante ou um aborto. O que deve ser feito é redobrar o cuidado com o combate ao mosquito, porque aí estaremos nos prevenindo da dengue e do zika”, disse o secretário.

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Saúde

Quem já foi infectado pela covid-19 tomará a vacina?

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A resposta pode estar na observação de comportamentos de outras vacinas e nos dados observados até o momento

Covid-19: quem já teve a doença precisará tomar a vacina? (melitas/)

Diversas vacinas contra o novo coronavírus apresentaram bons resultados nesta semana. Em caso de aprovação, é claro que as doses alcançarão a população — a começar pelos profissionais de saúde, idosos, crianças, grávidas, puérperas, indígenas, professores, doentes crônicos, entre outros, e, no final, chegará ao restante dos cidadãos. Mas a pergunta que não quer calar é: quem já foi infectado pela covid-19 vai precisar tomar a vacina?

A resposta pode estar na observação de comportamentos de outras vacinas. Quando uma pessoa já contraiu o sarampo, ela não precisa ser imunizada contra a doença pois seu corpo já foi capaz, por si só, de criar uma imunidade em relação ao vírus — que não sofre mutações. O mesmo não é verdade para a gripe, por exemplo, que necessita de doses anuais, uma vez que o vírus Influenza é capaz de passar por várias mutações ao longo do tempo.

Ainda não se sabe se o mesmo é verdade em relação à covid-19. Até o momento, o vírus não apresentou mutações em suas cepas para indicar que diversas vacinas com variações infinitas serão necessárias para atacar cada uma das mutações. A duração dos anticorpos do novo coronavírus também não é clara, pelo fato de a doença ainda ser relativamente nova. Alguns estudos apontam que a imunidade à covid-19 pode durar anos, enquanto outros acreditam que eles desaparecem rapidamente após a infecção.

Para a pesquisadora Ester Sabino, do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), ainda é muito cedo para tentar adivinhar se quem já foi infectado precisará ou não tomar uma dose da vacina quando for aprovada. “Qualquer resposta sobre isso será opinião e não baseado em dados . Muitos protocolos de vacina foram feitos sem excluir a presença de anticorpos para vacinar os voluntários. Este tipo de análise deve ser investigada nesses estudos, e aí sim teremos uma resposta baseada em dados”, afirma.

Jorge Kalil, diretor do laboratório de imunologia do Incor, discorda de Sabino e acredita que “quem esteve doente já está protegido”. “Casos de reinfecção são raros. Não se sabe se estão protegidos por tempo limitado. Somente a observação científica nos dirá. Assim, quem ficou doente, não precisa tomar a vacina. Mas, se tomar, não haverá problema”, diz.

O que se sabe é que farmacêuticas como a Moderna e a Sanofi não aceitaram pessoas que já haviam contraído o SARS-CoV-2 para participar da fase de testes clínicos de suas vacinas, uma vez que os dados poderiam aparecer alterados de alguma forma. A Novavax, por sua vez, não aceitou nenhum voluntário que havia sido exposto ao vírus.

A resposta para a pergunta feita no início da reportagem, então, não é nem um pouco simples. E como muitas coisas da vida humana, só o tempo dirá.

As vacinas e as boas notícias

Nesta quarta-feira, a vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer em parceria com a alemã BioNTech apresentou uma eficácia de 95% em testes de fase 3. Segundo a companhia, a taxa de eficácia tem como base 170 casos de covid-19 que foram observados no estudo, sendo que 162 pessoas infectadas estavam recebendo doses de placebo e não da vacina. O resultado, segundo a Pfizer, foi similar em indivíduos apesar de sua faixa etária, raça ou etnia.

O novo resultado traz ainda mais esperança para acabar com uma pandemia que já matou mais de 1,3 milhão de pessoas no mundo todo. A Moderna afirmou nesta segunda-feira, que sua vacina foi capaz de reduzir as infecções em 94,5%. Se em alguns casos ambas as vacinas forem tomadas em conjunto, as chances de uma proteção mais eficaz podem aumentar ainda mais.

Outro estudo publicado na The Lancet apontou que a Coronavac, também testada no Brasil, é segura e foi capaz de criar anticorpos em 97% de 700 voluntários que participaram da fase de testes 1 e 2 na China.

Quem terá prioridade para tomar a vacina?

Nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada ainda, mas os países estão correndo para entender melhor qual será a ordem de prioridade para a população uma vez que a proteção chegar ao mercado. Um grupo de especialistas nos Estados Unidos, por exemplo, divulgou em setembro uma lista de recomendações que podem dar uma luz a como deve acontecer a campanha de vacinação.

Segundo o relatório dos especialistas americanos (ainda em rascunho), na primeira fase deverão ser vacinados profissionais de alto risco na área da saúde, socorristas, depois pessoas de todas as idades com problemas prévios de saúde e condições que as coloquem em alto risco e idosos que morem em locais lotados.

Na segunda fase, a vacinação deve ocorrer em trabalhadores essenciais com alto risco de exposição à doença, professores e demais profissionais da área de educação, pessoas com doenças prévias de risco médio, adultos mais velhos não inclusos na primeira fase, pessoas em situação de rua que passam as noites em abrigos, indivíduos em prisões e profissionais que atuam nas áreas.

A terceira fase deve ter como foco jovens, crianças e trabalhadores essenciais que não foram incluídos nas duas primeiras. É somente na quarta e última fase que toda a população será vacinada.

Em entrevista ao MIT Technology Review, o epidemiologista Marc Lipsitch, de Harvard, afirmou que faz mais sentido vacinar os mais velhos primeiro, a fim de evitar mais mortes, e depois seguir em frente para outros grupos mais saudáveis ou para a população geral.

Um estudo realizado em setembro deste ano, por exemplo, fez um modelo de como a covid-19 poderia se espalhar em seis países — Estados Unidos, Índia, Espanha, Zimbábue, Brasil e Bélgica — concluiu que, se o objetivo é reduzir as taxas de mortalidade, adultos com mais de 60 anos devem ser priorizados na hora da vacinação.

Quão eficaz uma vacina precisa ser?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico American Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas não é tão simples assim.

Isso porque a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação, e a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

Isso indica que a vida pode não voltar ao “normal” assim que, finalmente, uma vacina passar por todas as fases de testes clínicos e for aprovada e pode demorar até que 75% da população mundial esteja vacinada.

 

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Saúde

Coronavírus sofre 66 mutações em homem imunodeprimido infectado 3 vezes

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Cientistas apontam que medicamentos que homem tomava suprimiam ainda mais a sua imunidade, o que pode tê-lo levado à morte

Coronavírus: doença já matou mais de 1,3 milhão de pessoas (Getty Images/Getty Images)

Aos 45 anos, um homem foi infectado pelo novo coronavírus três vezes neste ano e faleceu devido a complicações agravadas por doenças prévias que ele possuía. O paciente tomava medicamentos imunossupressores, comumente utilizados para a prevenção de rejeição de órgãos transplantados e no tratamento de doenças autoimunes.

A primeira vez em que ele foi diagnosticado com covid-19, usando o teste PCR (tido como o mais eficaz para constatar a doença), o tratamento passado para ele foi cinco dias do anti-inflamatório remdesivir e distanciamento social. O medicamento, desenvolvido pela biofarmacêutica Gilead Sciences, tem apresentado bons resultados contra o vírus e foi aprovado recentemente para uso emergencial.

No sexto dia, ele foi liberado do hospital e até o 68º dia de seu quadro, se manteve em quarentena. No entanto, apesar deste período, ele foi hospitalizado três vezes por dores abdominais e uma vez por fadiga e falta de ar.

O quadro era ainda mais complicado uma vez que o rapaz sofria da síndrome autoimune antifosfolipídica (SAF), na qual o próprio sistema imunológico luta contra as proteínas do sangue, causando coágulos — já comprovadamente um ponto chave para a gravidade dos quadros de SARS-CoV-2.

Segundo um estudo publicado na última semana, realizado pelas universidades de Harvard, pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts e um hospital localizado em Boston, após as admissões hospitalares contínuas, houve uma complicação causada por hipoxemia (baixo nível de oxigênio no sangue), o que “causou uma preocupação para hemorragia alveolar difusa recorrente”, tipo de hemorragia causada no pulmão de um paciente. O tratamento administrado, então, foi feito com doses aumentadas de glicocorticóides, medicamentos esteróides que se ligam ao receptor de cortisol.

O paciente, no 39º dia de sofrimento pela doença, é considerado livre da covid-19 de uma vez por todas. Mas no 72º dia, enquanto internado pela hipoxemia, apesar do teste negativado, a situação não melhorava. O tratamento administrado desta vez envolveu dez dias de remdesivir e, após esse período, não parecia haver mais um caso de reinfecção por covid-19.

Mas o período sem efeitos colaterais não durou muito. No 105º dia após a primeira admissão médica, o paciente apresentou um quadro de celulite infecciosa, uma infecção de pele potencialmente grave. Seis dias depois, a hipoxemia também voltou, o que fez com que o tratamento passasse a envolver níveis baixos de oxigênio. O medo de hemorragia alveolar continuava e a imunosupressão do paciente escalava.

No 128º dia, outro teste de PCR indicou a segunda recorrência de covid-19 — o tratamento usado, novamente, foi o de cinco dias com remdesivir. Em um novo teste, o resultado foi negativo, mas a respiração do paciente não era recuperada e o risco de hemorragia fez com que ele fosse tratado, também, com imunoglobulina, ciclofosfamida de forma intravenosa, doses diárias de ruxolitinib (medicamento voltado para mielofibrose), ainda utilizando, também os glicocorticoides.

No 143º dia após a primeira aparição dos sintomas, o PCR indicou uma terceira infecção pelo SARS-CoV-2. Dessa vez, o paciente recebeu um coquetel de anticorpos contra a espícula do vírus, o Regeneron, usado pelo atual presidente americano Donald Trump durante sua infecção pelo vírus.

Há apenas três meses, a Regeneron divulgou o resultado, à época ainda não revisados por pares, de que o medicamento funcionava em animais, tendo sido bem sucedido nos testes em macacos e hamsters, acrescentando que espera que o medicamento possa funcionar em humanos. Semanas depois, a empresa fechou uma parceria com a Roche, para fabricação e distribuição do farmáco. Nada sobre ele ainda aponta uma eficácia de 100% no tratamento da doença.

No 150º dia, o homem teve de ser entubado, novamente pelo quadro de hipoxemia. Uma amostra de lavagem broncoalveolar (método de diagnóstico do sistema respiratório) realizada no dia seguinte revelou um valor alto no PCR do paciente e uma presença crescente do fungo  aspergillus fumigatus, bastante comum em ambientes hospitalares. Para tratar todos os problemas, ele voltou a receber o remdesivir e a tomar antifúgicos. Quatro dias depois, o homem faleceu de “choque e insuficiência respiratória”.

O quadro apenas confirma a necessidade de saber o histórico prévio dos pacientes e indica ainda mais que, apesar da idade, diversos fatores podem contribuir para quadros fatais da covid-19. Por conta de sua doença autoimune, como citado acima, o paciente já tomava uma série de remédios, como anticoagulantes, corticoides e imunossupressores. A resposta do seu corpo ao vírus pode ter sido profundamente afetada pela quantidade de medicamentos que ele tomava antes de contrair a doença. Com o sistema imunológico já extremamente comprometido, o SARS-CoV-2 foi fatal.

Durante as três infecções do homem, foram encontradas 66 mutações da covid-19 em seu corpo, além de uma evolução viral acelerada. Mudanças nos aminoácidos foram vistas predominantemente nas espículas do vírus, responsáveis por se prenderem no corpo humano durante uma infecção, e que representam cerca de 13% e 2% do genoma viral, mas, nas mudanças observadas, os valores aumentaram para 57% e 38%.

As amostras do vírus coletadas em quatro momentos da infecção do homem mostram que o paciente permaneceu infectado pela mesma cepa do vírus durante todo o processo e o que aconteceu foi que, dentro de seu próprio corpo, o vírus passou por mutações severas e rápidas. Isso não significa que o mesmo acontecerá em toda e qualquer pessoa que for infectada pelo coronavírus.

Os cientistas afirmam no estudo que o caso “enfatiza o potencial de infecções persistentes e de evolução viral acelerada em estados imunocomprometidos”. O caso, entretanto, é extremamente raro e não deve ser levado como um padrão para a covid-19.

Os fatores de risco

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o grupo de risco para a covid-19 é composto de pessoas com mais de 60 anos, com condições prévias de saúde (como diabetes, problemas do coração ou respiratórios).

Um estudo feito por pesquisadores chineses e americanos feito em abril deste ano mostrou que dos 85 voluntários estudados, 72,9% eram homens e tinham idade média de 65,8 anos — o que vai ao encontro do grupo de risco apontado pela OMS.

Com o sistema imunológico já extremamente comprometido, o SARS-CoV-2 foi fatal para o paciente.

Uma explicação para que esse seja o grupo de risco é que, quanto mais velhos, mais enzimas conversoras da angiotensina 2 (ECA2) são produzidas — adultos, por exemplo, produzem mais enzimas do tipo, que podem facilitar a entrada do coronavírus no corpo humano.

Isso não significa, no entanto, que pessoas jovens não podem desenvolver quadros severos da doença. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde no final de março, a maioria das internações de pacientes com a covid-19 ocorreu com pessoas com idades entre 30 e 80 anos.

Trombose, coágulos e covid-19

Há duas semanas, um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, traçou uma relação entre a trombose e os casos de coronavírus no mundo. Feito com 172 voluntários, o estudo mostrou que pelo menos metade deles estava desenvolvendo anticorpos capazes de provocar a trombose.

No Brasil, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto registraram que  pacientes internados com a forma grave do vírus tiveram a formação de coágulos em pequenos vasos existentes embaixo da língua.

A descoberta, feita em julho, reforçou a teoria de que distúrbios de coagulação sanguínea resultantes de uma resposta inflamatória exacerbada ao SARS-CoV-2 estariam na base dos sintomas mais severos da doença — entre eles insuficiência respiratória e fibrose pulmonar.

A teoria começou a ganhar força em abril, quando pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP em São Paulo encontraram, durante a autópsia de pessoas que morreram em decorrência da covid-19, microtrombos nos vasos mais finos que irrigam o pulmão.

A doença autoimune do paciente pode ter sido um grande fator para a piora em seu quadro e pela falta de uma resposta imunológica forte o suficiente para parar a replicação do vírus.

Isso muda alguma coisa em relação às vacinas?

Não. Ainda continuamos a viver em uma pandemia que matou mais de 1,3 milhão de pessoas e os testes clínicos para vacinas e tratamentos experimentais continuam acontecendo.

A única forma de evitar a doença, atualmente, é ainda pelo uso de máscaras e pelo distanciamento social, além de evitar aglomerações, reuniões e contato com pessoas fora do seu “círculo de quarentena”.

Somente nesta semana, vimos bons resultados em duas das vacinas mais promissoras contra o vírus. A Moderna anunciou nesta segunda que a proteção tem uma eficácia de 94,5%, enquanto a Pfizer, em parceria com a BioNTech, divulgou um resultado final (ainda não publicado em revista científica) de que a sua imunização é 95% eficaz.

A CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês SinoVac, também aumentou o otimismo após um outubro repleto de más notícias. Segundo um estudo publicado na The Lancet, a CoronaVac é segura e foi capaz de criar anticorpos em 97% de 700 voluntários que participaram da fase de testes 1 e 2 na China.

Quem terá prioridade para tomar a vacina?

Nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada ainda, mas os países estão correndo para entender melhor qual será a ordem de prioridade para a população uma vez que a proteção chegar ao mercado. Um grupo de especialistas nos Estados Unidos, por exemplo, divulgou em setembro uma lista de recomendações que podem dar uma luz a como deve acontecer a campanha de vacinação.

Segundo o relatório dos especialistas americanos (ainda em rascunho), na primeira fase deverão ser vacinados profissionais de alto risco na área da saúde, socorristas, depois pessoas de todas as idades com problemas prévios de saúde e condições que as coloquem em alto risco e idosos que morem em locais lotados.

Na segunda fase, a vacinação deve ocorrer em trabalhadores essenciais com alto risco de exposição à doença, professores e demais profissionais da área de educação, pessoas com doenças prévias de risco médio, adultos mais velhos não inclusos na primeira fase, pessoas em situação de rua que passam as noites em abrigos, indivíduos em prisões e profissionais que atuam nas áreas.

A terceira fase deve ter como foco jovens, crianças e trabalhadores essenciais que não foram incluídos nas duas primeiras. É somente na quarta e última fase que toda a população será vacinada.

Quão eficaz uma vacina precisa ser?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico American Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

A única forma de evitar a doença, atualmente, é ainda pelo uso de máscaras e pelo distanciamento social, além de evitar aglomerações, reuniões e contato com pessoas fora do seu “círculo de quarentena”.

Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas não é tão simples assim.

Isso porque a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação, e a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

Isso indica que a vida pode não voltar ao “normal” assim que, finalmente, uma vacina passar por todas as fases de testes clínicos e for aprovada e pode demorar até que 75% da população mundial esteja vacinada.

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Saúde

Vacina de Oxford é segura e induz resposta imune, diz estudo de fase 2

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Todos os 560 adultos saudáveis que participaram dos testes tiveram uma produção de resposta imunológica similar apesar da faixa etária

Oxford: vacina apresenta bons resultados (Athit Perawongmetha/Reuters Business)

Em uma semana repleta de boas notícias sobre vacinas, a quinta-feira, 19, não poderia decepcionar. De acordo com um estudo de estágio inicial publicado na prestigiada revista científica The Lancet, a vacina desenvolvida pela universidade britânica de Oxford e pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca contra o novo coronavírus é segura e consegue induzir uma resposta imune robusta entre todos os adultos envolvidos no teste. A pesquisa publicada é da fase dois da vacina e passou por revisão de pares.

Apesar de ser de fase dois, e não de fase três, os resultados não deixam de ser promissores. Todos os 560 adultos saudáveis que participaram dos testes (sendo que 240 tinham mais de 70 anos) tiveram uma produção de resposta imunológica similar apesar da faixa etária.

O estudo realizado para a vacina de Oxford é duplo-cego, ou seja, quando nem o médico e nem o paciente sabem qual dose está sendo administrada —- método mais eficaz para testes científicos. Isso significa que, enquanto um grupo aleatório recebe a vacina de fato, outro receb um placebo, geralmente um salino.

A vacina britânica está sendo testada em diversos países, entre eles o Brasil e o Reino Unido, com 10 mil pessoas sendo testadas em cada país.

Resultados preliminares divulgados no final de outubro mostram que a vacina foi capaz de induzir uma resposta imune em todas as faixas etárias que participam dos testes, bem como em idosos — integrantes do grupo de risco da doença. Os divulgados nesta quinta, então, apenas confirmam a eficácia da imunização em pessoas jovens, bem como em pessoas idosas.

A vacina de Oxford é feita com base em adenovírus de chimpanzés (grupo de vírus que causam problemas respiratórios), e contém espículas do novo coronavírus.

Vista como a mais promissora pela OMS, a vacina britânica também não sai dos holofotes desde o anúncio de seu desenvolvimento. A última análise divulgada pelas desenvolvedoras mostrou que a vacina foi capaz de gerar uma resposta imunológica. A análise, feita de forma independente por virologistas da Universidade de Bristol, afirmou que a vacina está fazendo tudo que era esperado, o que é positivo para o combate ao coronavírus.

No Brasil, até o momento, aproximadamente 8.000 voluntários já tomaram as duas doses da proteção e outros 2.000 devem tomá-la até o final das pesquisas.

As outras promissoras

Nesta quarta-feira, a vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer em parceria com a alemã BioNTech apresentou uma eficácia de 95% em testes de fase três. Segundo a companhia, a taxa de eficácia tem como base 170 casos de covid-19 que foram observados no estudo, sendo que 162 pessoas infectadas estavam recebendo doses de placebo e não da vacina. O resultado, segundo a Pfizer, foi similar em indivíduos apesar de sua faixa etária, raça ou etnia.

O novo resultado traz ainda mais esperança para acabar com uma pandemia que já matou mais de 1,3 milhão de pessoas no mundo todo. A Moderna afirmou nesta segunda-feira, que sua vacina foi capaz de reduzir as infecções por 94,5%. Se em alguns casos ambas as vacinas forem tomadas em conjunto, as chances de uma proteção mais eficaz podem aumentar ainda mais.

Outro estudo publicado na The Lancet apontou que a CoronaVac, também testada no Brasil, é segura e foi capaz de criar anticorpos em 97% de 700 voluntários que participaram da fase de testes 1 e 2 na China.

Como estamos?

Das 48 em fases de testes, apenas 11 estão na fase 3, a última antes de uma possível aprovação. São elas a chinesa da Sinovac Biotech, a também chinesa da Sinopharm, a britânica de Oxford em parceria com a AstraZeneca, a americana da Moderna, da Pfizer e BioNTech, a russa do Instituto Gamaleya, a chinesa CanSino, a americana Janssen Pharmaceutical Companies e a também americana Novavax.

Quem terá prioridade para tomar a vacina?

Nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada ainda, mas os países estão correndo para entender melhor qual será a ordem de prioridade para a população uma vez que a proteção chegar ao mercado. Um grupo de especialistas nos Estados Unidos, por exemplo, divulgou em setembro uma lista de recomendações que podem dar uma luz a como deve acontecer a campanha de vacinação.

Segundo o relatório dos especialistas americanos (ainda em rascunho), na primeira fase deverão ser vacinados profissionais de alto risco na área da saúde, socorristas, depois pessoas de todas as idades com problemas prévios de saúde e condições que as coloquem em alto risco e idosos que morem em locais lotados.

Na segunda fase, a vacinação deve ocorrer em trabalhadores essenciais com alto risco de exposição à doença, professores e demais profissionais da área de educação, pessoas com doenças prévias de risco médio, adultos mais velhos não inclusos na primeira fase, pessoas em situação de rua que passam as noites em abrigos, indivíduos em prisões e profissionais que atuam nas áreas.

A terceira fase deve ter como foco jovens, crianças e trabalhadores essenciais que não foram incluídos nas duas primeiras. É somente na quarta e última fase que toda a população será vacinada.

Quão eficaz uma vacina precisa ser?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico American Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas não é tão simples assim.

Isso porque a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação, e a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

Isso indica que a vida pode não voltar ao “normal” assim que, finalmente, uma vacina passar por todas as fases de testes clínicos e for aprovada e pode demorar até que 75% da população mundial esteja vacinada.

 

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Saúde

Hran vai desmobilizar leitos de covid-19 para atendimento do público geral

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No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), leitos reservados para pacientes com covid-19 serão convertidos em vagas para atendimento da demanda de outras especialidades

Pacientes com covid-19 ficarão em enfermarias no sétimo andar e no térreo da unidade de saúde – (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press – 11/3/20)

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) vai desmobilizar 20 leitos da unidade de tratamento intensivo (UTI), além de alguns de enfermaria, reservados para pacientes com covid-19. A medida permitirá que as vagas fiquem disponíveis para atendimento geral da população. Com a mudança, apenas as enfermarias do sétimo andar e do térreo serão exclusivas a pacientes diagnosticados com a doença.

A mudança deve acontecer dentro de uma semana, período em que os pacientes internados devem receber alta médica. Os que não apresentarem melhora serão transferidos para outros hospitais. Todo o espaço passará por processo de higienização, o que deve levar 24 horas.

Desde o início da pandemia, o Hran foi destacado como unidade de referência para tratamento de pacientes com covid-19. Agora, quem tiver suspeita de infecção pelo novo coronavírus deverá buscar atendimento nas unidades básicas de saúde (UBSs) e, em casos mais graves, nos pronto-socorros da rede.

O plano de desmobilização, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), considera que a taxa de ocupação de leitos está próxima de 50%, o que dá margem para atendimento de outra parcela da população. Além disso, a taxa de transmissão está abaixo de 1, e a de óbitos, em estabilidade.

Inicialmente, a pasta previa que a desmobilização de leitos do Hran aconteceria depois do Hospital de Base. No entanto, a estratégia foi repensada, para que a unidade da Asa Norte volte a atender o público geral a partir da próxima semana.

Pacientes com covid-19 contam com 62 leitos de enfermaria no hospital acoplado de Ceilândia, 38 no sétimo andar do Hran, cinco no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e 20 no Hospital de Campanha da Polícia Militar.

Também há 80 leitos com ventilação mecânica no Hospital de Campanha da PM e 46 entre o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria, o Hospital da Criança de Brasília (HCB), o HUB e unidades contratadas da rede privada.

*Com informações da Agência Brasília

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DF vacinou pouco mais da metade das crianças contra poliomielite

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Até a última sexta-feira (13), o Distrito Federal havia vacinado apenas 51,8% do público-alvo da campanha contra a poliomielite. A meta, estabelecida pelo Ministério da Saúde, é imunizar 95% das crianças com idade entre um ano e cinco anos.

Segundo a Secretaria de Saúde do DF, a vacina – que é gratuita – está disponível em 135 postos, abertos diariamente. No entanto, somente 83.685 crianças, das 160 mil que estão na faixa etária, foram imunizadas.

A campanha de vacinação contra a poliomielite continua até o dia 27 de novembro. Desde 1987, o Distrito Federal não registra casos de poliomielite, no entanto, a cobertura vacinal é fundamental para que a doença não volte.

A área técnica de imunização da Secretaria de Saúde alerta que quando há um número muito grande de pessoas sem vacina, elas podem formar “bolsões” que possibilitam a reintrodução do poliovírus (saiba mais abaixo). A enfermeira Ligiane Seles explica que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão preparadas para atender com toda segurança necessária durante a pandemia do novo coronavírus.

“Quem ainda não procurou uma sala de vacina, orientamos que procure para que possamos alcançar uma cobertura melhor de vacinação no DF”, diz Ligiane.

Vacinas contra a poliomielite — Foto: TV Globo/ Reprodução

Vacinas contra a poliomielite — Foto: TV Globo/ Reprodução

Cobertura vacinal

A cobertura vacinal no Distrito Federal, segundo a Secretaria de Saúde, é maior na faixa etária de dois a três anos incompletos. As regiões Oeste e Sul foram as que mais vacinaram.

Por idade

  • Entre 2 e 3 anos: 55,2% vacinados
  • Entre 3 e 4 anos: 52,9% vacinados

Por região

  • Região de Saúde Oeste: 17.444 vacinados (59,9% do público)
  • Região de Saúde Sul: 9.660 vacinados (59,6% do público-alvo)

O que é a poliomielite?

Milhares de crianças dos EUA foram vitimadas pela pólio nos séculos 19 e 20 — Foto: Getty Images via BBC

Milhares de crianças dos EUA foram vitimadas pela pólio nos séculos 19 e 20 — Foto: Getty Images via BBC

A poliomielite, também conhecida por paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e provocar ou não paralisia.

A vacinação tem estratégias diferenciadas para as crianças menores de um ano e para aquelas na faixa etária de 1 a 4 anos de idade. Todas as crianças menores de 5 anos deverão comparecer às salas de vacinas para receber uma dose contra poliomielite.

A depender do esquema vacinal registrado na caderneta, a criança poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), como dose de reforço ou dose extra, ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), como dose de rotina.

Multivacinação e calendário

Pessoa faz anotação em carteira de vacinação, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/ Reprodução

Pessoa faz anotação em carteira de vacinação, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/ Reprodução

A Campanha de multivacinação consiste na atualização da caderneta de vacinação. Crianças e adolescentes de zero a 15 anos devem comparecer às salas de vacina para ter o cartão verificado pelas equipes, e receber as doses que estão em falta.

No Brasil, há 18 vacinas oferecidas às crianças e adolescentes, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme o Calendário Nacional de Vacinação:

  1. BCG: Protege contra formas graves de tuberculose, meníngea e miliar. A vacina é composta por uma bactéria viva atenuada e deve ser administrada uma dose única ao nascer.
  2. Hepatite B: Imuniza contra a hepatite B. É composta por antígeno recombinante de superfície do vírus purificado. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma dose ao nascer, o mais precocemente possível, nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade.
  3. DTP+Hib+HB (Penta): Vacina utilizada no combate à difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae B e hepatite B. Devem ser administradas, por via intramuscular, três doses, aos dois, quatro e seis meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias.
  4. Poliomielite 1,2,3 (VIP – inativada): Administrada em três doses e é composta pelo vírus inativado tipos 1, 2, e 3 no combate à poliomielite. A primeira dose dever ser administrada aos dois meses, a segunda aos quatro meses e a terceira dose aos seis meses de vida da criança. A orientação é aplicar injeção em intervalo máximo de 60 dias e o mínimo de 30 entre uma e outra por via intramuscular.
  5. Pneumocócica 10 valente (Pncc 10): Vacina administrada no combate à Pneumonias, Meningites, Otites e Sinusites pelos sorotipos que compõem a vacina. O esquema vacinal consiste na administração de duas doses e um reforço. A primeira deve ser administrada aos dois meses de idade, a segunda aos quatro e o reforço aos 12 meses. A administração é realizada por via intramuscular.
  6. Rotavírus humano G1P1 (VRH): Protege contra a diarréia causada pelo rotavírus. Devem ser administradas duas doses, aos dois e quatro meses de idade, por via oral.
  7. Meningocócica C (conjugada): Protege contra a meningite meningocócica tipo C. Devem ser administradas, por via intramuscular, duas doses, aos três e cinco meses de idade e um reforço aos 12 meses.
  8. Febre Amarela (Atenuada): Protege contra a febre amarela. Deve ser administrada, por via subcutânea, uma dose aos nove meses de vida e uma dose de reforço aos quatro anos de idade.
  9. Poliomielite 1 e 3 (VOP – atenuada): Protege contra o poliovírus tipo 1 e 3 e, é administrada como reforço, por via oral, sendo o primeiro realizado aos 15 meses e o segundo aos quatro anos de idade.
  10. Difteria, Tétano, Pertussis (DTP): Protege contra a difteria, tétano e a coqueluche e é administrada como reforço, por via intramuscular, sendo o primeiro realizado aos 15 meses e o segundo aos quatro anos de idade.
  11. Sarampo, Caxumba, Rubéola (SCR): Composta pelo vírus vivo atenuado do sarampo, caxum-ba e rubéola. A primeira dose deve ser administrada, por via subcutânea, aos 12 meses de idade e o esquema de vacinação deve ser completado com a administração da vacina tetra viral aos 15 meses de idade (corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral e à primeira dose da vacina varicela).
  12. Sarampo, Caxumba, Rubéola, Varicela (SCRV): Vacina composta pelo vírus vivo atenuado do sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Corresponde a segunda dose da vacina tríplice viral e deve ser administrada aos 15 meses de idade por via subcutânea.
  13. Hepatite A (HA): Combate a doença de mesmo nome é um antígeno do vírus da hepatite A, inativada. Deve ser administrada uma dose aos 15 meses de idade por via intramuscular.
  14. Varicela: Composta do vírus vivo atenuado da varicela. Deve ser administrada, por via subcutânea, uma dose aos quatro anos de idade. Corresponde à segunda dose da vacina varicela, considerando a dose de tetra viral aos 15 meses de idade.
  15. Diftéria, Tétano (DT): Potege contra a diftéria e tétano. Deve ser administrada, por via intramuscular, a partir de sete anos de idade. Se a pessoa estiver com esquema vacinal com-pleto (três doses) para difteria e tétano, administrar uma dose a cada 10 anos após a última dose.
  16. Papilomavírus humano (HPV): Responsável por combater o Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante). Devem ser administradas, por via intramuscular, duas doses, com intervalo de seis meses entre as doses, nas meninas de 9 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias) e nos meninos de 11 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias).
  17. Pneumocócica 23-valente (Pncc 23): Indicada no combate à Meningites bacterianas, Pneumonias, Sinusite etc. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma dose em todos os indígenas a partir de cinco anos de idade sem comprovação vacinal com as vacinas pneumocócicas conjugadas.
  18. Influenza: Protege contra a influenza. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma ou duas doses durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, conforme os grupos prioritários definidos no Informe da Campanha.
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Saúde

Vacina da Moderna tem 94,5% de eficácia e pode ser aprovada em dezembro

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Novos testes foram realizados com mais de 30 mil voluntários que receberam doses ou um placebo da vacina

Vacina: novos testes com a vacina da Moderna mostram uma alta taxa de sucesso no combate ao vírus SARS-CoV-2 (Dado Ruvic/Reuters)

A Moderna divulgou novos estudos em relação a sua vacina contra o novo coronavírus. De acordo com a empresa, a vacina é 94,5% eficaz contra a covid-19. Para Stéphane Bancel, CEO da companhia, o resultado é um “divisor de águas”. Isso pode fazer com que a imunização seja aprovada para uso já no mês que vem.

“Este é um momento crucial no desenvolvimento de nossa vacina candidata covid-19”, disse Bancel em comunicado. “Esta análise provisória positiva de nosso estudo de fase 3 nos deu a primeira validação clínica de que nossa vacina pode prevenir a doença covid-19, incluindo doença grave.”

O mercado se animou com o resultado. As ações da Moderna já acumulam alta de mais de 12% na manhã desta segunda-feira (16), horas antes da abertura do pregão da Nasdaq. A companhia começou o dia avaliada em 35,3 bilhões de dólares.

A nova taxa de sucesso foi obtida após testes realizados em mais de 30 mil voluntários. Apenas 95 pessoas infectadas foram infectadas com a doença após a aplicação da vacina. Entre os casos, 90 voluntários estavam no grupo que recebeu apenas o placebo da vacina, enquanto outras 5 pessoas receberam as duas doses da proteção.

“Muitas pessoas estão preocupadas com o que você obtém com uma vacina contra a gripe, você sabe 50% a 60% eficácia”, disse Bancel. Com os novos resultados, o executivo espera que a vacina ganhe a aprovação da Food and Drug Administration (FDA). O órgão atua como uma Anvisa nos Estados Unidos.

Em agosto, o governo americano fechou um acordo para a compra e entrega de 100 milhões de doses da vacina da Moderna, caso ela se mostrasse bem sucedida nos testes clínicos. Meses depois, a companhia informou que os órgãos de saúde dos Estados Unidos poderiam aprovar o uso emergencial da vacina conforme os resultados obtidos nos testes de novembro.

O mercado, inclusive, já esperava boas notícias neste sentido. Após a divulgação dos resultados eficácia da vacina Pfizer, produzida em parceria com BioNTech, havia a expectativa de que a imunização da Moderna, que usa processos semelhantes de produção, também registrasse uma taxa elevada sucesso nos testes clínicos.

Há uma diferença crucial entre as duas vacinas: a temperatura em que elas precisam estar condicionadas enquanto estão armazenadas. A imunização da Pfizer requer temperatura de armazenamento de 70 graus Celsius abaixo de zero, o que pode ser um problema. Já a vacina da Moderna permanece estável em temperaturas entre 2 e 7 graus – semelhante a de uma geladeira doméstica – por até 30 dias.

Com os novos resultados, a Moderna segue se preparando ativamente para o lançamento global da vacina. Isso pode acontecer já “nas próximas semanas”, segundo a companhia. A Moderna espera que 20 milhões de doses estejam prontas para embarque nos EUA. A previsão é fabricar entre 500 milhões e 1 bilhão de doses no mundo em 2021.

Como estamos?

Das 47 em fases de testes, apenas 10 estão na fase 3, a última antes de uma possível aprovação. São elas a chinesa da Sinovac Biotech, a também chinesa da Sinopharm, a britânica de Oxford em parceria com a AstraZeneca, a americana da Moderna, da Pfizer e BioNTech, a russa do Instituto Gamaleya, a chinesa CanSino, a americana Janssen Pharmaceutical Companies e a também americana Novavax.

Quão eficaz uma vacina precisa ser?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal científico American Journal of Preventive Medicine uma vacina precisa ter 80% de eficácia para colocar um ponto final à pandemia. Para evitar que outras aconteçam, a prevenção precisa ser 70% eficaz.

Uma vacina com uma taxa de eficácia menor, de 60% a 80% pode, inclusive, reduzir a necessidade por outras medidas para evitar a transmissão do vírus, como o distanciamento social. Mas não é tão simples assim.

Isso porque a eficácia de uma vacina é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que a tomam, ou seja, se 75% da população for vacinada, a proteção precisa ser 70% capaz de prevenir uma infecção para evitar futuras pandemias e 80% eficaz para acabar com o surto de uma doença.

As perspectivas mudam se apenas 60% das pessoas receberem a vacinação, e a eficácia precisa ser de 100% para conseguir acabar com uma pandemia que já estiver acontecendo — como a da covid-19.

Isso indica que a vida pode não voltar ao “normal” assim que, finalmente, uma vacina passar por todas as fases de testes clínicos e for aprovada e pode demorar até que 75% da população mundial esteja vacinada.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

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