LAIZ MENEZES
FOLHAPRESS
A Prefeitura de São Paulo anunciou na sexta-feira (16) que não poderá garantir que os pacientes que utilizam óleo de canabidiol (CBD) continuem seus tratamentos. Isso ocorreu depois que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu o uso de uma remessa do medicamento que vinha do Paraguai.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que está negociando com a Anvisa e orientou as farmácias autorizadas a suspender a entrega desses remédios até que uma decisão final seja tomada pela agência reguladora.
A SMS reafirma que não pode garantir a continuidade do tratamento dos pacientes sem a permissão da Anvisa. A secretaria não informou quantos pacientes foram afetados pela suspensão. A administração do prefeito Ricardo Nunes também não esclareceu se buscará novos fornecedores para evitar falta do medicamento.
A Prefeitura de São Paulo não deu detalhes sobre o que ocorreu com a carga apreendida nem quantos medicamentos foram recolhidos.
A interrupção do fornecimento foi publicada no Diário Oficial do Município na última terça-feira (13). No documento, a Prefeitura determinou que as farmácias parem de entregar os produtos da empresa Velox Transportes Produtos e Serviços Ltda. até que a Anvisa dê uma decisão definitiva.
A Anvisa bloqueou em novembro um lote de remédios à base de canabidiol importados do Paraguai, alegando que a empresa fornecedora não está legalizada no Brasil e que esses produtos não podem ser trazidos para estocagem e distribuição no país.
A Prefeitura afirma que não houve irregularidades e que cumpre todas as leis federais e estaduais.
O óleo de canabidiol pode ser receitado em São Paulo para tratar várias doenças, como as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut, esclerose tuberosa, autismo, Alzheimer, Parkinson, depressão, ansiedade e problemas para dormir.
