A taxa de inadimplência do Santander Brasil, referente a atrasos superiores a 90 dias, aumentou no último trimestre de 2025, alcançando 3,7%. No mesmo período do ano anterior, esse índice era de 3,2%, indicando um cenário mais desafiador econômico impulsionado pela taxa Selic a 15%.
Para empresas, a inadimplência subiu para 2,4%, contra 1,6% no ano anterior. As pequenas e médias empresas foram as mais afetadas, com o índice saltando 1,4 ponto percentual para 5,9%. Entre as grandes empresas, o aumento foi mais modesto, passando para 0,2%.
Nas pessoas físicas, o atraso acima de 90 dias chegou a 4,6%, também maior que os 4,3% registrados no último ano. Esse crescimento ocorreu predominantemente na faixa de baixa renda, impactada pelo contexto econômico mais difícil.
Se considerarmos atrasos entre 15 e 90 dias, a taxa ficou em 4,0%, levemente superior aos 3,7% do ano passado e aos 3,9% do trimestre anterior.
A carteira renegociada de dívidas do banco totalizou R$ 49,4 bilhões. O Santander incluiu nesta conta renegociações com atrasos inferiores a 30 dias, o que elevou o total em 9,4% em comparação com o trimestre anterior. Essa metodologia segue a Resolução 4.966 do Conselho Monetário Nacional, que entrou em vigor em janeiro do ano passado, tornando os dados recentes diferentes dos períodos anteriores.
O volume de créditos que entraram em atraso, também conhecido como formação de NPL, foi de R$ 6,46 bilhões, representando uma queda de 2,7% em relação ao trimestre anterior, mas um aumento de 12,5% em comparação ao ano inteiro. A cobertura da carteira em estágio 3 se manteve estável, em 66,4%, praticamente igual ao trimestre anterior, que era 66,2%.
Estadão Conteúdo.
