NATHALIA GARCIA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma queda na projeção do salário mínimo para 2026, que passou de R$ 1.631 para R$ 1.627. Essa redução de R$ 4 no valor base ocorreu devido à revisão da previsão da inflação para este ano, que foi menor do que o esperado inicialmente.
Se essa previsão se confirmar, o novo salário mínimo representará um aumento de 7,18% em relação ao valor atual, que é R$ 1.518. O cálculo segue a regra que reajusta o mínimo considerando a inflação e um aumento real.
O valor oficial será divulgado no dia 10 de dezembro, quando será divulgado o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) referente a novembro, dado essencial para definir o reajuste do salário mínimo.
A ministra Simone Tebet, responsável pelo Planejamento e Orçamento, comunicou essa atualização ao presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Efraim Filho.
Para os anos seguintes, a estimativa do governo é que o salário mínimo seja R$ 1.721 em 2027, R$ 1.819 em 2028 e R$ 1.903 em 2029, valores um pouco menores que as projeções anteriores.
O salário mínimo é fundamental para estabelecer o valor de vários pagamentos obrigatórios do governo, como aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
A regra para definir o reajuste do salário mínimo conta com a inflação medida pelo INPC durante 12 meses até novembro do ano anterior, somada ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos atrás.
Em 2023, o Brasil teve um crescimento econômico de 3,4%, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Porém, o aumento real do salário mínimo está limitado a no máximo 2,5%, seguindo as regras fiscais vigentes.
Esse limite foi adotado para evitar que o crescimento acelerado das despesas com aposentadorias e pensões comprometa outras áreas importantes do orçamento público, garantindo a sustentabilidade das contas do país.

