A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil pode justificar a prisão preventiva do senador, segundo especialistas ouvidos.
Ele é investigado pelo Supremo Tribunal Federal em dois casos e viajou para os Estados Unidos mesmo após a ordem do ministro Alexandre de Moraes para cancelar seus passaportes, o que impedira sua saída do país.
Um dos inquéritos diz respeito ao filme “Dark Horse” e outro ao envolvimento com Willer Tomaz, advogado e empresário investigado por ligação com um esquema no Instituto Nacional do Seguro Social.
O cancelamento do passaporte é uma medida mais severa que a simples apreensão, e, segundo especialistas, a fuga pode fundamentar um pedido de prisão preventiva.
Professores como Mauricio Stegemann Dieter, da Universidade de São Paulo, afirmam que a saída do país descumpriu uma proibição legal e pode levar ao pedido de extradição mesmo antes de uma decisão final da Justiça.
A Polícia Federal destacou o risco de fuga e citou casos anteriores, como a saída do advogado Willer Tomaz do Brasil. Além disso, há suspeitas sobre o financiamento da estada do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos.
O Ministério Público Federal não foi consultado na decisão, o que gerou críticas de especialistas como Rodrigo de Grandis, da FGV Direito SP.
De acordo com esses especialistas, a ausência da manifestação da Procuradoria-Geral da República pode ser vista como uma falha na tramitação do processo.
A posição dos advogados indica que a investigação continuará mesmo com o senador fora do Brasil e que medidas judiciais podem seguir normalmente.
Em suma, a saída de Flávio Bolsonaro do país complicou sua situação legal e reforçou a possibilidade de prisão preventiva para garantir que ele responda às acusações.


