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Mundo

Rússia reconhece impacto da crise no Estreito de Ormuz e bloqueio dos EUA

O presidente russo Vladimir Putin

A Rússia admitiu que a crise no Estreito de Ormuz e o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao Irã estão prejudicando sua economia. Alexander Pankin, vice-ministro das Relações Exteriores, afirmou que as restrições à navegação na região têm efeitos negativos para Moscou.

“É claro que afetou a todos, seria insensato dizer que não afetou a Rússia”, declarou o diplomata, comentando a escalada de tensões no Golfo Pérsico.

Segundo Pankin, a ideia de que a Rússia se beneficia automaticamente com a alta do petróleo é simplista. Apesar de ser uma grande exportadora de energia, o aumento dos preços internacionais causa efeitos colaterais importantes para o país.

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Esta declaração marca uma mudança de postura do Kremlin, que antes negava impactos das restrições no Estreito de Ormuz. No início do mês, o assessor presidencial Yuri Ushakov afirmou que navios russos não enfrentavam limitações na região, mesmo com bloqueios afetando outras nações. Agora, o governo reconhece que a crise já afeta a economia russa.

Contexto da crise no Golfo Pérsico

  • O Estreito de Ormuz é uma rota crucial por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, e tem sido foco de tensões geopolíticas recentes.
  • Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que manterá o bloqueio naval ao Irã até a assinatura de um acordo final, mesmo após estender uma trégua provisória.
  • Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana impôs restrições à navegação no estreito, embora o chanceler iraniano Abbas Araghchi tenha afirmado que a passagem continuaria aberta para navios comerciais sob coordenação do governo de Teerã.
  • Essa troca de ações aumentou a incerteza no mercado internacional, elevando o risco de interrupções no abastecimento de petróleo e gás natural, o que pressiona os preços e as cadeias de suprimentos.

Para Alexander Pankin, a situação atual é comparável a grandes crises internacionais das últimas décadas. “Esta crise é extremamente difícil e pode ser comparada às principais crises dos últimos 50 a 60 anos”, afirmou.

Ele ressaltou que, apesar da autossuficiência em certa medida, a Rússia não está isolada dos efeitos do mercado global. A alta dos preços e a queda potencial na demanda podem afetar tanto as exportações quanto o custo de importações estratégicas.

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