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domingo, 25/01/2026

Rússia pede que EUA libertem Maduro e critica violação da soberania

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A Rússia solicitou neste sábado (3/1) que os Estados Unidos libertem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, após ambos terem sido capturados e removidos do país por forças norte-americanas. A declaração foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores russo.

“Com base nas informações confirmadas de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa estão detidos nos Estados Unidos, apelamos com urgência à liderança americana para que revise sua posição e libere o presidente eleito legitimamente de uma nação soberana e sua esposa”, afirmou o ministério russo.

No comunicado, Moscou ressaltou ainda a importância de buscar uma solução diplomática para o conflito entre Washington e Caracas.

“Enfatizamos a necessidade de estabelecer condições para a resolução pacífica de quaisquer divergências entre os Estados Unidos e a Venezuela por meio do diálogo”, acrescentou o ministério.

Localização de Maduro

De acordo com informações do ex-presidente Donald Trump, o casal foi levado por helicópteros militares para o navio USS Iwo Jima, que está a caminho de Nova York.

Antes de pedir formalmente a libertação de Maduro, o governo russo já havia exigido “esclarecimentos imediatos” sobre a operação realizada pelos norte-americanos. Em nota anterior, Moscou expressou profunda preocupação com a remoção forçada do presidente venezuelano, considerando a ação uma “violação inaceitável da soberania de um Estado independente”.

“O respeito pela soberania é um princípio essencial do direito internacional”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, afirmando que quaisquer justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a operação seriam “inexequíveis”.

O Kremlin também condenou o que chamou de “ataque armado contra a Venezuela“.

Do lado norte-americano, a procuradora-geral, Pam Bondi, declarou que Maduro “enfrentará toda a força da justiça americana”, detalhando acusações que incluem conspiração para narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse ilegal de armas e explosivos. De acordo com ela, o líder chavista será julgado nos tribunais dos Estados Unidos.

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