O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou neste sábado (3/1) a necessidade de esclarecimentos imediatos sobre a detenção do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cília Flores, ação anunciada pelos Estados Unidos.
Em nota, Moscou expressou profunda preocupação com o sequestro forçado do casal durante a operação americana, qualificando tal ato como uma violação inaceitável da soberania de um país independente.
“O respeito pela soberania é um princípio fundamental do direito internacional”, afirmou o ministério, enfatizando que qualquer justificativa apresentada pelos EUA para essa intervenção será considerada insustentável.
O Kremlin já havia condenado anteriormente o episódio, classificando-o como um ato de agressão militar contra a Venezuela.
A operação americana, confirmada pelo presidente Donald Trump, incluiu ataques substanciais contra a capital Caracas, resultando na captura de Maduro e Cília Flores.
Na mesma manhã, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou que o líder chavista enfrentará em breve a justiça americana, com acusações que abrangem conspiração para narcoterrorismo, tráfico de cocaína e posse ilegal de armamento pesado.
Simultaneamente, o governo da Venezuela solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a intervenção militar dos EUA.
A solicitação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil Pinto, em carta dirigida ao presidente do conselho, Abukar Dahir Osman, onde caracteriza os ataques como severos, sem justificativa e unilaterais, destacando os efeitos tanto em áreas civis quanto militares de Caracas e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
