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quinta-feira, 08/01/2026

Rússia envia submarino para proteger navio no Atlântico

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Antes do navio de bandeira russa interceptado pelos EUA nesta quarta-feira, carregado de petróleo da Venezuela, a Rússia já tinha enviado um submarino e outras embarcações militares para escoltar um navio petroleiro que os Estados Unidos vinham perseguindo há duas semanas no Oceano Atlântico. As informações foram divulgadas pelo jornal americano The Wall Street Journal e pela emissora CBS News.

Dois oficiais do governo dos EUA confirmaram à agência Reuters que militares e a Guarda Costeira dos Estados Unidos tentavam apreender o navio nesta quarta-feira. Ainda não se sabe se essa é a mesma embarcação detida no mesmo dia.

Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA tentou abordar o navio no Caribe, quando se pensava que ele se dirigia para a Venezuela. No entanto, o navio não conseguiu atracar no país nem realizar o carregamento do petróleo.

O petroleiro mudou rapidamente sua rota para evitar a perseguição e agora está entre a Islândia e as Ilhas Britânicas.

Relatos indicam que se trata do navio antes chamado Bella 1, que por mais de duas semanas tenta fugir do bloqueio imposto por Washington a petroleiros próximos à costa da Venezuela, alvo de sanções internacionais.

Embora estivesse vazio, a Guarda Costeira dos EUA seguiu seu rastro pelo Oceano Atlântico como parte de uma ação contra a frota de petroleiros que transportam petróleo ilegalmente ao redor do mundo — conhecida como frota fantasma. Essas ações incluem meios de transporte de petróleo do mercado negro comercializado pela Rússia.

A tripulação do navio resistiu a uma tentativa americana de abordagem em dezembro e continuou sua jornada para o Atlântico. Durante a perseguição, a tripulação pintou uma bandeira russa na lateral do navio, trocou o nome da embarcação para Marinera e alterou sua matrícula para uma russa.

A Rússia expressou preocupação com as apreensões realizadas pelos EUA de petroleiros que transportam petróleo de maneira ilegal, uma importante fonte para sua economia, e tomou a decisão incomum de permitir que navios se registrem no país sem inspeção ou outras formalidades, conforme especialistas consultados pelo Wall Street Journal.

Moscou pediu a Washington que cessasse a perseguição ao navio, segundo outros três funcionários americanos informaram ao jornal. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou que acompanha com preocupação a situação do petroleiro.

Apesar disso, a Guarda Costeira dos EUA continua monitorando a embarcação no Atlântico Oriental, onde o navio navega a cerca de 480 km ao sul da Islândia, em direção ao Mar do Norte.

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