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domingo, 31/08/2025

Rússia e Ucrânia iniciam novas negociações de paz na Turquia

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Rússia e Ucrânia estão começando uma nova série de conversas diretas para tentar terminar o conflito que dura mais de três anos na Europa Oriental. Esta reunião, como as anteriores, acontecerá em Istambul, na Turquia.

Negociações de paz

Em maio deste ano, os dois países começaram as primeiras conversas diretas desde o início da guerra. A iniciativa veio do presidente russo Vladimir Putin.

Esperava-se que Putin encontrasse o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Porém, o líder russo optou por não participar pessoalmente e enviou uma equipe de membros do segundo escalão do governo.

Apesar das conversas e da pressão dos Estados Unidos pelo presidente Donald Trump, houve poucos progressos até agora.

Nos encontros já feitos na Turquia, os dois países concordaram apenas em trocar dois mil prisioneiros de guerra — mil de cada lado —, e devolver jovens soldados feridos e os corpos dos militares que morreram.

A data do próximo encontro ainda não está certa. Enquanto Zelensky disse que a reunião será na quarta-feira (23/7), a mídia da Rússia indica que será na quinta-feira (24/7).

Zelensky informou que a delegação ucraniana será liderada pelo secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, Rustem Umerov. Também estarão presentes agentes da inteligência, do Ministério das Relações Exteriores e do Gabinete Presidencial da Ucrânia.

A Rússia não confirmou o dia exato da nova rodada de conversações. Segundo informações da mídia estatal russa, o encontro está previsto para quinta-feira (24/7). O governo da Turquia ainda não fez declarações sobre a reunião.

No começo do mês, Donald Trump expressou desapontamento com Putin e deu um prazo de 50 dias para que a Rússia chegasse a um acordo com a Ucrânia, ameaçando novas sanções econômicas severas em caso de fracasso. Além disso, os Estados Unidos começaram a enviar armamentos avançados para a Ucrânia, como o sistema de defesa aérea Patriot.

A perspectiva russa

Antes de a reunião acontecer, o governo russo declarou que não espera grandes avanços nas negociações. Para a agência estatal Tass, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que é difícil conseguir um acordo no momento, pois os dois países têm aumentado os ataques mútuos.

“Não esperamos avanços milagrosos”, disse Peskov. “Esses resultados são improváveis na situação atual.”

Na última reunião, em junho, a Rússia apresentou suas condições para um cessar-fogo ou o fim do conflito. Entre elas, a permanência das áreas ucranianas ocupadas durante a guerra, a garantia de que a Ucrânia não se aproxime de alianças militares como a OTAN, e o enfraquecimento das forças militares ucranianas. Essas exigências foram consideradas inaceitáveis pelo governo de Volodymyr Zelensky.

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