Rússia denunciou nesta terça-feira (6/1) uma agressão armada externa contra a Venezuela, condenando as ameaças neocoloniais relacionadas à recente operação militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
O comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo aponta claramente os Estados Unidos como o responsável por tais atos, mesmo sem citar diretamente o país.
Posição da Rússia
O governo russo saudou a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, destacando a importância dessa ação para preservar a unidade institucional e evitar uma crise constitucional. A medida, segundo a nota, cria condições para um desenvolvimento pacífico e estável no país, apesar da tensão atual.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reafirmou o apoio constante ao povo e governo venezuelanos, destacando o compromisso com a soberania nacional do país sul-americano.
Defesa da soberania
A Rússia enfatiza que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu destino sem interferência externa. Moscou apela pela redução das tensões e pela solução dos conflitos por meio do diálogo, respeitando os princípios da Carta das Nações Unidas. A América Latina e o Caribe, para a Rússia, devem continuar sendo uma zona de paz.
Parceria estratégica
As relações entre Rússia e Venezuela são tradicionais e se fortaleceram após as sanções aplicadas pelos EUA em 2024. O comércio bilateral teve um crescimento significativo, superior a 64% em 2024, conforme declarado pelo presidente russo, Vladimir Putin.
A chancelaria russa classificou a operação militar dos Estados Unidos como um ato insustentável de agressão armada e reafirmou o compromisso de prestar todo o apoio necessário ao país aliado.
