O Partido Democrático Trabalhista (PDT) realizará no dia 16 de julho o evento de filiação do advogado, jornalista e ex-governador do Paraná, Roberto Requião, e do deputado estadual Requião Filho. Presidido por Carlos Lupi, líder nacional do partido, o encontro reunirá membros importantes, incluindo dirigentes, parlamentares e outras lideranças.
Requião e seu filho começaram na política pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e permaneceram nele até 2022, quando ingressaram no Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-governador entrou no PT com o objetivo de ajudar a derrotar o bolsonarismo no Paraná. Contudo, em março de 2024, ele solicitou sua saída da legenda alegando sentimento de abandono.
Em suas declarações ao Estadão, Requião criticou o PT por alianças com a direita e o governo do Paraná, liderado pelo governador Ratinho Júnior (PSD), afirmando que o partido perdeu sua identidade e passou a ser comandado de forma autoritária.
Em abril de 2024, Roberto Requião anunciou que concorreria à prefeitura de Curitiba pelo Partido Mobiliza, antigo PMN, mas não conseguiu avançar para o segundo turno.
Antes de deixar o PT, Requião publicou nas redes sociais uma lista de motivos que o levaram a sair da legenda, como o possível apoio do PT à candidatura de Luciano Ducci (PSB), as alianças com o governo estadual, o retorno de pedágios e o suporte a privatizações no Paraná.
Embora ainda não confirme oficialmente sua participação nas eleições de 2026, Requião demonstrou interesse em voltar ao Senado Federal. Já seu filho manifestou intenção de disputar o governo do estado.
Em nota à imprensa, Requião Filho destacou que se filiar ao PDT significa criar uma nova plataforma política com propostas reais para o Paraná, que beneficiem todos os paranaenses, sem se resumir a propaganda.

