O vírus Nipah, que pode causar problemas graves nos pulmões e no cérebro, voltou a ser notícia após casos recentes na Ásia do Sul. Descoberto nos anos 1990, esse vírus normalmente aparece em locais específicos, transmitido pelo contato com secreções de morcegos ou pessoas infectadas.
No Brasil, a chance de surgirem casos é pequena por enquanto. Não existem registros da doença aqui nem provas de que o vírus esteja circulando fora da Ásia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera pouco provável que ele se espalhe para outros países.
A Rede Vírus, liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) desde 2020, destaca a importância de continuar observando a situação e divulgando informações confiáveis, sem causar pânico. Esse grupo reúne representantes do governo, pesquisadores e universidades para preparar o Brasil contra vírus que podem ameaçar a saúde das pessoas e dos animais.
Fernando Spilki, virologista e líder do Comitê de Especialistas da Rede Vírus, reforça que este é um momento de atenção técnica, não de medo. “Não há motivo para pânico. O Nipah é um vírus conhecido, monitorado há anos, e não representa a maior ameaça para o Brasil”, explica.
Segundo Thiago Moraes, coordenador de Ciências da Saúde, Biotecnologia e Agrárias do MCTI, o acompanhamento mostra que o país está se preparando com antecedência. Os especialistas dizem que não é preciso, por ora, lançar campanhas para criar vacinas ou testes, pois o vírus ainda não ameaça o Brasil de verdade.
Mesmo assim, é vital manter o monitoramento constante. A Rede Vírus já ajudou no combate à Covid-19, na análise da gripe aviária, monkeypox e outras doenças transmitidas por insetos, sempre buscando fortalecer a resposta científica a vírus novos e antigos. Spilki destaca que o papel do grupo é comunicar a ciência claramente para que todos entendam os riscos reais.
