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quarta-feira, 21/01/2026

Rio Tinto terá alta na produção de cobre em 2025, mas queda no envio de minério de ferro

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A Rio Tinto anunciou que sua produção de cobre em 2025 deverá ser 11% maior do que o previsto, superando as expectativas da empresa. No entanto, os embarques de minério de ferro da região de Pilbara, na Austrália, apresentaram uma leve redução no acumulado do ano, apesar de um desempenho recorde no último trimestre.

A produção total equivalente de cobre — que inclui cobre puro e refinado de diversas fontes — aumentou 8% em relação a 2024, enquanto os embarques tiveram um crescimento de 5%.

A mineradora informou que a produção anual de cobre atingiu 883 mil toneladas, ultrapassando a estimativa inicial de 860 mil a 875 mil toneladas. No último trimestre do ano, foram produzidas 240 mil toneladas, um aumento de 5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa alta foi impulsionada principalmente pela expansão da mineração subterrânea na mina de Oyu Tolgoi, na Mongólia, aproveitando preços altos impulsionados por forte demanda e interrupções no fornecimento.

Sobre o minério de ferro, a empresa disse que as operações em Pilbara recuperaram-se após impactos causados por ciclones no início de 2025. No quarto trimestre, a produção cresceu 4% em comparação ao ano anterior e os embarques aumentaram 7%, ambos em níveis recordes para o período. No acumulado do ano, porém, os embarques totalizaram 326,2 milhões de toneladas, uma queda de 1% em relação a 2024, ficando na parte inferior da faixa prevista.

O presidente-executivo da Rio Tinto, Simon Trott, destacou que a retomada após eventos climáticos extremos possibilitou alcançar recordes no final do ano e reforçou a eficiência operacional da empresa. Ele também ressaltou que a companhia segue investindo em metais como cobre e lítio para diminuir a dependência do minério de ferro, apostando na alta demanda ligada à eletrificação, veículos elétricos e fontes de energia renovável.

A mineradora avaliou ainda que a economia mundial se mantém resiliente, mesmo diante de choques constantes, com a inflação desacelerando e uma boa performance da economia dos Estados Unidos ao longo do período.

Estadão Conteúdo.

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