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quarta-feira, 11/03/2026




Reviravolta no Caso da PM Gisele Morta em São Paulo

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Claudinei Queiroz e Paulo Eduardo Dias
São Paulo, SP (FolhaPress)

A morte da soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana, de 32 anos, em sua residência no bairro do Brás, São Paulo, no dia 18 de fevereiro, teve uma nova reviravolta com a divulgação do exame do Instituto Médico Legal (IML). O exame revelou ferimentos no pescoço e rosto da vítima.

O marido de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que inicialmente informou às autoridades que sua esposa teria cometido suicídio por disparo de arma em casa, tornou-se o principal suspeito, diante de evidências e relatos de uma relação conturbada e agressiva entre o casal.

Confira o que já se sabe sobre o caso.

Por que o caso mudou de suspeita de suicídio para homicídio?

Durante as investigações, foram identificadas discrepâncias que levaram à reclassificação do caso de suicídio para morte suspeita e finalmente homicídio. Um dos principais motivos é o relacionamento difícil entre Gisele e Geraldo, marcado por episódios de violência e abuso relatados, além das lesões encontradas no corpo da policial.

Além disso, a hora real do disparo levantou dúvidas. Enquanto Geraldo afirmou ter ouvido o tiro por volta das 7h01 e só acionado o socorro quase uma hora depois, uma vizinha disse ter ouvido o barulho às 7h28.

Um socorrista comentou que achou estranho a arma estar firmemente na mão de Gisele, o que é incomum em suicídios.

O que disse o primeiro policial que chegou ao local?

O policial relatou que, em seus 12 anos de serviço, já viu casos parecidos, mas achou estranho que o local estivesse tão intacto, diferente do que costuma encontrar em situações semelhantes. Ele também não viu manchas de sangue nas roupas ou no corpo do tenente-coronel.

Foi encontrado o cartucho da arma do disparo?

Não. Nem os policiais, nem funcionários do prédio ou o médico que atendeu a vítima conseguiram localizar o cartucho da bala disparada. Foi registrada entrega de uma pistola Glock calibre .40 com 14 munições, uma delas na câmara e outras 13 no carregador.

O que o laudo do Instituto Médico Legal revelou?

O laudo apontou ferimentos no pescoço e no rosto de Gisele, com marcas que indicam que foi agarrada pelas unhas ou dedos. Curiosamente, não foram verificadas marcas típicas de defesa no corpo da vítima.

Qual o próximo passo para o tenente-coronel Geraldo?

A Polícia Civil deve solicitar a prisão do tenente-coronel por sua possível ligação com a morte da esposa. Uma reunião com a Corregedoria da PM está marcada para discutir os próximos passos, e as autoridades acreditam ter elementos suficientes para responsabilizá-lo pelo crime.

Qual é a versão apresentada por Geraldo?

Ele afirmou que estava no banho quando ouviu o disparo, saiu e encontrou Gisele caída, com ferimentos e a pistola na mão. Ligou para o socorro e chamou a polícia pouco depois.

Como Geraldo se comportou após o ocorrido?

De acordo com testemunhas, Geraldo parecia nervoso e chorava ao telefone, mas suas lágrimas não pareciam verdadeiras. Ele não demonstrou desespero durante o resgate e evitou ir diretamente à delegacia, ficando ao telefone a maior parte do tempo.

Ele só entrou no apartamento para tomar banho com autorização de superiores, já na chegada do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Gisele foi levada de helicóptero ao hospital, onde foi confirmada sua morte.

Como era o relacionamento entre o casal?

Gisele e Geraldo namoravam desde 2023 e se casaram em 2024. No entanto, a relação ficou complicada no último ano, especialmente após a transferência do tenente-coronel para outro batalhão. Eles não dormiam mais juntos desde agosto, e no dia da morte, Geraldo disse que sugeriu a separação.

O que a mãe de Gisele contou sobre Geraldo?

A mãe relatou que Geraldo era muito violento e controlava até o modo como Gisele se vestia. Quando Gisele comentou sobre a intenção de se separar, Geraldo enviou um vídeo ameaçando tirar a própria vida caso fossem romper.

O que aconteceu com esse vídeo?

Gisele enviou a gravação para familiares, mas logo depois retirou a mensagem, indicando uma possível reconciliação. No entanto, o irmão guardou uma cópia e entregou à polícia.

O que ocorreu na sexta-feira antes da morte?

Na sexta-feira, Gisele ligou chorando para o pai, pedindo ajuda. Os pais foram até o apartamento e ela desceu com a filha de sete anos, dizendo estar cansada e mencionando uma briga com o marido por causa de espaço no varal.

Por que Gisele não saiu do apartamento no sábado?

Ela planejava sair, mas depois disse aos pais que ainda conversava com o marido, optando por permanecer no local. Na quarta-feira seguinte, ocorreu sua morte.

Como estava a filha de Gisele antes do trágico evento?

Na terça-feira, a filha, fruto de um relacionamento anterior de Gisele, dormiu na casa dos avós. Eles relataram que a criança estava muito abalada, chorando e pedindo para não retornar para o apartamento por causa das brigas dos pais.




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