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domingo, 22/02/2026

Restaurantes comunitários facilitam acesso à comida no DF

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Os restaurantes comunitários no Distrito Federal são muito importantes para as pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo refeições com preços baixos e ajudando a combater a fome. Com 17 unidades em funcionamento, o programa do Governo do Distrito Federal (GDF) serviu 16,9 milhões de refeições em 2025, investindo cerca de R$ 96 milhões por ano.

Moradores como a dona de casa Maurícia Barbosa Nascimento, de 41 anos, destacam a importância do serviço. Antes morando na rua e beneficiada pelo programa Morar Bem, ela frequenta a unidade do Sol Nascente com a neta Sophia, de 8 anos. “Havia dias em que não comíamos. Hoje podemos dizer com alegria: vou levantar e tomar um café. Sou muito grata”, contou Maurícia, elogiando o preço acessível e a qualidade das refeições.

Cada unidade oferece em média 2,7 mil refeições por dia. Em janeiro de 2025, foram servidas mais de 1,4 milhão de refeições, sendo 1,9 milhão destinadas às pessoas em situação de rua. O almoço custa R$ 1, enquanto o café da manhã e o jantar custam R$ 0,50 cada, totalizando R$ 2 para as três refeições em 13 unidades que funcionam todos os dias, inclusive domingos e feriados.

As unidades estão localizadas em Arniqueira, Brazlândia, Gama, Itapoã, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia (Rorizão), Santa Maria, Sobradinho, Sol Nascente/Pôr do Sol e Varjão, entre outras. Desde 2019, foram abertos quatro novos restaurantes em Samambaia Expansão, Sol Nascente/Pôr do Sol, Arniqueira e Varjão. Reformas recentes melhoraram as estruturas em Sobradinho, Gama, Paranoá, Santa Maria, Samambaia e Planaltina, e obras seguem na Estrutural.

A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, ressaltou o compromisso do GDF na luta contra a fome. “Todo esse esforço foi reconhecido com o primeiro lugar nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome”, afirmou, destacando a redução dos preços, inaugurações e melhorias.

Outros frequentadores, como o pedreiro José Estácio Filho, de 55 anos, e sua esposa Telma Moreira da Silva, de 46, elogiam o atendimento e a qualidade da comida preparada por nutricionistas. A dona de casa Jacqueline de Santana Ribeira, de 48 anos, usa o serviço para ajudar no orçamento da família, levando marmitas para casa.

Para pessoas em situação de vulnerabilidade, existe cadastro para obtenção de refeições gratuitas. Durante a pandemia de 2020, o acesso foi ampliado gratuitamente para moradores de rua, com o número de refeições aumentando de 200 mil em 2021 para 1,2 milhão em 2024, e mais de 550 mil até abril de 2025. O gerente da unidade do Sol Nascente, Márcio Oliveira, reforça que o restaurante é uma ferramenta essencial de proteção social nas periferias do Distrito Federal.

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