O Governo do Distrito Federal tem investido em restaurantes comunitários para melhorar a alimentação das pessoas mais necessitadas na capital. Desde 2019, o programa cresceu, com mais unidades abertas, mais refeições servidas em mais dias e o preço do almoço caiu de R$ 3 para R$ 1. Desde 2020, as refeições são de graça para pessoas em situação de rua.
Gustavo Rocha, secretário-chefe da Casa Civil, destacou o compromisso do governador Ibaneis Rocha em oferecer refeições gratuitas. Em 2024, foram entregues mais de 1,8 milhão de refeições sem custo. “É para que essas pessoas possam se alimentar e seguir com o dia a dia, ao menos alimentadas”, afirmou.
Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social, ressaltou que essa ação combate a fome, dizendo que “ninguém com fome pensa direito”. Ela explicou que, embora governos anteriores tenham aumentado o preço para R$ 3, o atual governo manteve o valor simbólico de R$ 1 para a população em geral, facilitando o acesso à alimentação.
Pessoas que usam o serviço relataram mudanças positivas. Rafael Bruno de Oliveira, usuário do restaurante de Ceilândia desde 2014, notou melhorias no cardápio, agora com café da manhã e jantar além do almoço. Depois de enfrentar dificuldades pessoais, ele destacou que a gratuidade assegura sua alimentação diária, especialmente em dias de renda baixa com reciclagem.
Jaílson Santos Gonçalves, frequentador há cinco anos depois de superar problemas com drogas e família, conseguiu o benefício pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras). “Saber que você não vai passar fome muda muita coisa”, disse ele, valorizando a tranquilidade e seu esforço para recomeçar, incluindo não usar drogas e conseguir documentos.
Os dados mostram o crescimento do programa: em 2021 foram 99.922 refeições; em 2022, 320.175; em 2023, 628.910; em 2024, 1.111.253; e em 2025, até novembro, 1.724.871 refeições, com previsão de 1.881.677 até o fim do ano. No restaurante de Ceilândia, cerca de 600 refeições gratuitas são servidas por dia.
